Estado de alerta

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Admilson Resende: "Gestores atentos ganham espaço no mercado"

O mercado de comunicação corporativa mineiro fechou 2015 em estado de alerta com o baixo resultado apurado e segue em clima de insegurança e muita preocupação com a falta de perspectivas. A grande maioria das agências não registrou crescimento e os empresários, insatisfeitos,  gastaram tempo e investimento para  reinventarem o negócio com mudanças nos processos de gestão, recursos humanos, abordagem comercial e diversificação de serviços,  focando, principalmente, no mundo digital.  O completo desaquecimento econômico, somado a sobrecarga tributária e o alto custo da folha de pagamento, explicam esse alarmante cenário. 

Um ano “estranho” e, no mínimo, “esquisito”, são alguns dos adjetivos usados por executivos para classificar 2015 e que, infelizmente, parece ainda não ter terminado, ao considerar o arrastar dos problemas econômicos e políticos pelas primeiras semanas deste ano. As expectativas para os próximos meses não são animadoras e o mercado se retrai, paulatinamente,  por não conseguir enxergar uma luz no fim do túnel.

         O empresário comunicador entendeu que o ritmo mudou e a velocidade caiu ao longo do ano passado. A sustentabilidade do negócio somente foi garantida por quem conseguiu contornar situações, como as interrupções de contratos, a renegociação de valores, a redução dos serviços prestados e, até mesmo, uma situação rara no setor: a inadimplência.

O prejuízo anual só foi evitado por quem implementou uma gestão alinhada em otimizar processos, readequar equipe com demissão e apostar numa ampliação de serviços no segmento digital com a gestão de mídias  sociais, SEO, marketing digital, produção de conteúdo, comunicação interna e consultoria, entre outros.

         Se, por um lado, a economia e política brasileira obrigaram um recuo inesperado ao mercado de comunicação corporativa, por outro, também propiciaram uma revisão do negócio e das áreas de atuação. O empresário está ciente que não tem tempo para se lamentar, enquanto perde clientes e observa uma queda brusca na solicitação de orçamentos e remuneração por serviços. 

         O executivo já sabe que terá pela frente mais um ano para  continuar se reinventando e trabalhar muito para sobreviver e manter o que já conquistou. Contudo, se centenas de empresas estão em pânico com a atual situação econômica, ainda existem aqueles gestores atentos em aproveitarem a oportunidade para ganhar espaço no mercado com investimento em comunicação.

O efeito “Samarco” também impactou o mercado mineiro de comunicação e, neste caso, demonstrando que há males que vêm para bem. A situação não foi positiva para diversos segmentos sociais, mas, acabou funcionando como um alerta para várias  empresas sobre a importância de investirem em gestão de crise e plano de comunicação.

         As agências não lucraram no ano passado e, de fato, não viveram uma situação confortável. A expectativa é atravessar o ano com uma razoável estabilidade, visando os segmentos que estão encontrando novos caminhos dentro dessa economia conturbada. O dólar em alta, por exemplo, restringe as importações, porém, permite maior crescimento a setores nacionais, como vestuário e alimentação,  movimentando a cadeia.

A situação ainda requer muito cuidado e, ao mesmo tempo, também atenção para  identificar oportunidades que demandarão ousadia para investimentos, com cautela, em conhecimento e inovação.