Logo Logo Logo Logo Logo

Tempos de relevância

Divulgação

Cleber Martins: “Comunicação relevante para destacar a relevância dos clientes é a tônica do robusto crescimento da GBR desde a sua criação, há oito anos. Em 2023, chegamos a 150 profissionais, com uma expansão de quase 40% em receita”

As redes sociais impulsionam e, ao mesmo tempo, condenam. A inteligência artificial (IA) revoluciona e também desbaratina, ameaça. O ESG inspira, avança. Mas já enfrenta revisionis­mo. A tecnologia nos projeta para Marte, enquanto nos afunda em deep fake. E acompanhamos tudo isso em TikToks de dispositivos móveis cada vez mais modernos e, ironicamente, menos duráveis. As reputações (as boas e as más) parecem sofrer hoje da mesma “obsolescência programada”. Nas­cem com vida útil curta, para dar lugar rapidamen­te a outras, não necessariamente melhores.

Trabalhar com comunicação é se equilibrar na volatilidade para duelar contra a efemeridade.

A comunicação corporativa vive no fio da na­valha faz tempo. Para quem tem a coleção deste Anuário da Comunicação Corporativa, é só enfilei­rar as edições sobre a mesa (ou ajustar as versões digitais lado a lado) e ver a sequência das capas sobre os “desafios do setor”. Ano após ano, discu­timos novos paradigmas para responder à mesma pergunta: diante disso tudo, como minha empresa, minha marca, minha atividade pode escapar de perecer? Só sendo relevante.

No fundo é isso. A relevância salva do cancela­mento. Distingue quem é e quem não é greenwa­sher ou socialwasher. Fortalece o bom jornalismo. Nos mostra o poder humano por trás do oráculo robotizado. Parece teoricamente simples: seria só encomendar “relevância” no ChatGPT e esperar planos de comunicação aos borbotões. Só há um problema. Para complicar nossa vida, relevância é um conceito referencial. Algo só é relevante se for importante... para alguém. Se fizer diferença na vida de outra pessoa.

E surgem aí os grandes desafios que capas e mais capas de anuários nos gritam todos os anos. Para achar a resposta ao questionamento da rele­vância, a comunicação não pode ser autocêntrica. Não adianta pensar em reputação sem incorporar a perspectiva do outro – do cliente, do público inter­no, do investidor, do regulador, do formador de opi­nião, do stakeholder. É questionar-se sobre o que esses públicos todos esperam da comunicação e, acima de tudo, das ações concretas das pessoas e das empresas.

O papel da consultoria de gestão da reputação é avançar no exercício da empatia e da conexão com o outro. É assim que pensamos comunicação na GBR.

Com leitura crítica, a inteligência de dados pode ser uma ferramenta incomparável na iden­tificação das expectativas dos públicos. É ter monitoramento digital, indicadores de reputação e dashboards conjugando tecnologia de ponta com olhar humano de consultoria estratégica. As análises preditivas de dados vão transformar os processos de prevenção de crise, mas, para isso, precisam ser traduzidas pela experiência de um especialista. O importante não é só ter a mais moderna “inteligência avançada de máquina”, mas saber o que perguntar a ela.

A comunicação efetiva em prol da relevância é feita por gente qualificada – com olhar digital e humano – e não deixa nenhum público para trás. Comunicação relevante para destacar a relevância dos clientes é a tônica do robusto crescimento da GBR desde a sua criação, há oito anos. Em 2023, chegamos a 150 profissionais, com uma expan­são de quase 40% em receita. Não existe fórmula pronta, mas algumas combinações de ingredientes são essenciais para nós: a inovação e a criativida­de de mãos dadas com a experiência e a estraté­gia; a tecnologia conjugada com o olhar humano. Parceria e disponibilidade constantes.

O ponto de desembarque é a relevância. Ela nas­ce da identificação e da superação das expectativas de todos os públicos, a partir de uma comunicação humana que escuta e sabe evoluir sempre.