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Experiência de trabalho em agência: propósito e solução

Divulgação

Silse Martell: Acreditamos que a capacidade de construir e colocar em funcionamento times complementares e bem alinhados aos clientes, de forma ágil, ajuda-os a verem o valor que propomos.

Todos nós, fundadores de agências de PR, come­çamos nossos negócios com um sonho. Quando fundei a Smart, em 2002, o meu era criar um lugar muito especial que ficasse marcado na me­mória de todos os profissionais que por aqui passas­sem como a melhor experiência de trabalho da vida.

Como executiva em agência internacional nos Estados Unidos e cliente de agências em Europa, América do Norte e América Latina, tive a oportuni­dade de observar de perto a cultura de PR traduzi­da na diversidade das culturas de cada país.

Mais tarde, ao estudar transformação organi­zacional e cultura, entendi que o nosso setor, com agências fundadas por muitos jornalistas, histori­camente sofre das mazelas de um jornalismo auto­ritário do passado. Era um tempo em que os edito­res (maioria homens), mandavam e desmandavam nas redações, tinham sempre as “melhores” ideias. E quem carregava o piano ficava escondido (na maior parte das vezes, mulheres jovens).

Pela “conta” que nunca fechava, nem passava pela cabeça dos fundadores investir em capacida­de de liderança e no desenvolvimento dos times. Assim, profissionais de PR viviam a delícia do gla­mour de alguns clientes e a dor de trabalhar em um ambiente hostil.

Assisti a tudo isso de camarote, muito antes da febre de employee experience. Na minha inge­nuidade de empreendedora de primeira viagem, nunca imaginei o desafio que seria alimentar esse sonho, que para mim acabou virando uma obses­são e um propósito.

Hoje enfrentamos o desafio de equilibrar a ba­lança financeira da experiência que queremos ofe­recer e da realidade dos fees que seguem baixando e da crescente demanda dos clientes por milagre. Passamos pela frustração de investir no desenvol­vimento de pessoas que acabam sendo levadas pelos clientes. Embora muitas delas nos contratem como agência depois, confesso que esse processo nunca é fácil.

Mesmo assim, na Smart nossa obsessão persiste. Lutamos por desenvolver os times e a liderança. Encontramos metodologias de desen­volvimento inusitadas. Pagamos salários justos e oferecemos benefícios acima da média do mer­cado. Fazemos um onboarding digno de empresa internacional, investimos em bons computadores, apps, processos digitais e em tudo o que está ao nosso alcance para que cada profissional sinta que está vivendo sua melhor experiência de trabalho. Muitos dos nossos concorrentes compartilham da mesma paixão.

Não é fácil, mas também não é utópico. É factí­vel. Perfeição não existe. Erramos, mas acertamos muito mais, e no fim do dia temos a convicção de que estamos transformando a vida de muita gente, e isso não tem preço.

Hoje o mercado brasileiro de PR atingiu o melhor nível de sofisticação da história. Temos concorren­tes formidáveis. Digo com orgulho que há no Bra­sil agências e profissionais de altíssimo nível, não perdemos para os grandes centros do PR interna­cional. Pelo contrário, a Smart destaca-se entre as agências dos nossos clientes internacionais, nossos programas locais viraram globais, mais de uma vez.

O mercado melhorou, a notícia é boa. Mas ga­nhar concorrências ficou cada vez mais difícil. Ima­gino que para nossos clientes escolher entre tantas boas opções também não seja fácil.

Por isso, acredito que a capacidade de construir e colocar em funcionamento times complementares e bem alinhados aos clientes, de forma ágil, aju­da-os a verem o valor que propomos. Escuto com alegria a satisfação de clientes, que sabem que a Karina Lotze, nossa CEO, tem um olhar e cuidado pessoal na escolha e formação dos nossos profis­sionais. Isso, aliado à liderança que tem como meta o desenvolvimento e engajamento das equipes, é traduzido em trabalho bem-feito e satisfatório para profissionais, desde que começam suas carreiras, até os que estão se formando em gestão.

A capacidade das agências se diferenciarem está cada vez menor. Então deixo aqui a minha su­gestão para as lideranças das agências: que tal a gente fazer da experiência de trabalhar conosco a melhor da vida das pessoas? Se estivermos todos juntos nessa, não faltarão bons profissionais e va­mos transformar a vida de muita gente.