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Cassiano De Bernardis: Hoje, mais de 15 profissionais trabalham aqui na Sinopress apenas com foco na análise dos clippings de quase 400 clientes. Os nossos clientes aprenderam a valorizar, pela necessidade prática do dia a dia, os relatórios qualitativos tanto quanto os números gerados pela tecnologia
O ano era 2018 e o mercado estava inundado pela cultura americana nos meios de mensuração. Empresas de fora e mesmo empresas nacionais que receberam aporte financeiro estrangeiro priorizavam a alta tecnologia e os robôs de busca para aumentar a captação de notícias de forma exponencial. Foi um tempo difícil, pois tivemos que fazer dois movimentos distintos: nos adaptar rapidamente às novas tecnologias e, ao mesmo tempo, criar estratégias para manter clientes.
Por um tempo, nenhum desses movimentos pareceu surtir efeito satisfatório. Perdemos clientes, em uma mudança ainda maior de mercado, que buscava novos formatos, nova geração de valor e ainda mais resultados. E incluímos tecnologia de ponta, cuidando para não “perder a mão” na manutenção dos nossos talentos. Parecia que dávamos um passo para a frente e dois para trás.
Aos poucos, aumentamos nossa captura de notícias, ampliamos nossa forma de atuação e começamos a entender o novo formato, mas, ao mesmo tempo, também começamos a entender os nossos próprios trunfos. Nós seguimos embasando nosso trabalho na análise das informações dentro dos padrões nacionais e na abrangência em jornais e revistas, em detrimento ao modelo americano, focado na clipagem de notícias online.
O que aconteceu, aos poucos, foi que o nosso mercado brasileiro se deu conta de que já fazíamos um bom trabalho. Ou seja, o modelo americano, com captura, entrega e análise realizadas de forma online, pela tecnologia, deixava uma lacuna. A lacuna que nossos times de jornalistas não deixavam existir.
Hoje, mais de 15 profissionais trabalham aqui na Sinopress apenas com foco na análise dos clippings de quase 400 clientes. Os nossos clientes aprenderam a valorizar, pela necessidade prática do dia a dia, os relatórios qualitativos tanto quanto os números gerados pela tecnologia. Nesse movimento, no qual muitas empresas que tinham migrado para as clipadoras hightech deram-se conta da falta que a análise faz, recebemos alguns clientes de volta. A Sony Pictures foi uma das últimas a retomar o contrato conosco.
Isso não significa que negligenciamos a tecnologia, longe disso. A captura online e a geração de dados, que são a base para nossas análises, foram aperfeiçoadas na última década, na qual atingimos um crescimento de mercado superior a 400%. Em parte, porque garantimos que o clipping possa ser não apenas uma comprovação da reputação e da eficácia das divulgações de uma empresa ou marca, mas como matéria-prima para entendimento do mercado e construção de planos estratégicos.
Nosso grande projeto para 2024 é o lançamento da nova versão da plataforma de Business Intelligence, em um formato extremamente atualizado e que vai garantir que as análises fornecidas, que já são completas e customizadas, possam ser acessadas em tempo real, gerando comparativos, que possam ser exportados para diversas plataformas, sem necessidade de intermediários, totalmente online. É preciso reforçar que a entrega dos dados possui todo o nosso backgound de analistas, que continua sendo nosso grande diferencial.
Podem falar o que quiserem. A tecnologia é uma realidade, obviamente, e temos que estar 100% conectados o tempo todo, bem como alinhados com as novas ferramentas, como a própria inteligência artificial. Mas, pela nossa história, pela experiência que desenvolvemos e pelas possibilidades que se apresentam para esse mercado da informação para os próximos anos, nada vai substituir o olhar humano. Por mais que seja pontual, é a análise que dá sentido aos dados. E isso, provavelmente, nunca vai mudar.