Proença (foto) é o convidado do Café Cultural
Tudo sobre cinema, música e literatura você ouve aqui...hoje é dia de Café Cultural, na Rádio Mega Brasil Online!
O Café Cultural conversou com o escritor Proença, sobre O canto do amor eterno, um livro que apresenta a trajetória de dois protagonistas em diferentes reencarnações que vivenciam conflitos e alegrias desde fim da República Velha até a contemporaneidade
O livro fala do relacionamento de Elka e Mateus que começa durante os últimos anos da República Velha, quando o clientelismo, o coronelismo e a política do café com leite dominavam o país, mas muitos movimentos sociais aconteciam para expressar o descontentamento da população perante os problemas da época. Diante de um cenário instável, o casal tem um fim trágico depois que a jovem tenta resgatar o amado e vingar a morte do pai devido ao ataque de um líder violento.
Porém, a história dos dois não acaba nas primeiras décadas do século XX. Destinados um ao outro, ambos reencarnam e inevitavelmente cruzam caminhos. No decorrer da trama, Elka se torna Isabel, a filha de uma família rica que tem pesadelos constantes sobre a vida anterior, e Giulia, nascida em Roma e que passa a morar no Brasil. Já Mateus vira Paulo, um estudante encantado pela professora, e Jô, um jovem nascido em circunstâncias difíceis que se muda para São Paulo para construir uma carreira a partir do trabalho árduo. Apesar de lembrarem pouco do passado, as trajetórias deles se entrelaçam e reverberam continuamente pelo futuro.
Ao abordar esses reencontros, o autor também revela os impactos dos diferentes cenários políticos, sociais e econômicos do Brasil na população. O enredo que inicia na República Velha atravessa o movimento tenentista, a Coluna Prestes, a ditadura Vargas, o regime militar, o AI-5, o período de redemocratização e o governo de Fernando Henrique Cardoso, até a atual polarização ideológica do país. Mas o cenário internacional também é narrado, como a Primeira Guerra Mundial, a ascensão do nazismo, a Segunda Guerra Mundial e a Guerra Fria.
Entre os capítulos o livro varia nos formatos ao usar entradas de diários e reflexões filosóficas para construir um universo ficcional multifacetado, complexo e com diferentes pontos de vista. O romance faz referência a um livro ficcional intitulado “O Narrador Caruara”, que apresenta um mundo próprio e traz fábulas, lendas e alegorias para enriquecer a leitura. Além disso, apresenta referências a Manoel de Barros, o mais conhecido escritor nascido no Mato Grosso, na busca por unir acontecimentos históricos à literatura.
Em uma narrativa com arcos de vingança, sofrimento, traumas e desespero, a obra evoca a força do amor diante de um mundo repleto de horror e os impactos da empatia no alívio do sofrimento. A publicação é, principalmente, sobre um casal que vivencia todas as emoções intensas da paixão e busca se entender no mundo apesar — e por causa — dos conflitos macrossociais que o cerca.
Não perca esta conversa que vai ao ar nesta quinta-feira (24/07), às 16h na Rádio Mega Brasil Online.
O programa Café Cultural é apresentado por Sérgio Lapastina às terças e quintas, às 16h, com reprises diárias, também às 16h, na Rádio Mega Brasil Online.
O programa também é disponibilizado, simultaneamente com a exibição de estreia, no Spotify, e em imagens, na TV Mega Brasil.