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Línguas nativas fora do sistema

A LLYC lançou em parceria com o BID Lab e a Microsoft um relatório que analisa o desempenho da inteligência artificial generativa em sete línguas indígenas

Divulgação \ Linkedin

“Para que a inteligência artificial seja verdadeiramente inclusiva em nível global, ela deve compreender e se adaptar a diferentes contextos linguísticos e culturais.”, afirma Adolfo Corujo (foto), Partner & Marketing Solutions CEO da LLYC.

Para aumentar a integração de línguas indígenas ao ecossistema digital, a LLYC, empresa de Marketing e Corporate Affairs, elaborou o relatório “O Desempenho da inteligência artificial no uso de línguas indígenas americanas” em colaboração com o BID Lab, braço de inovação e venture capital do Grupo Banco Interamericano de Desenvolvimento, e a Microsoft.

Segundo o relatório, atualmente os modelos de IA generativa mais conhecidos mostram um desempenho desigual ao interagir em línguas indígenas. Em apenas 54% dos casos, as perguntas formuladas nestes idiomas recebem respostas aparentemente corretas, que podem ser até quatro vezes mais curtas do que as geradas em espanhol para perguntas equivalentes.

O relatório também ressalta a importância da colaboração entre programas governamentais, iniciativas de grandes empresas de tecnologia (Big Tech), ONGs e marcas de consumo para promover melhorias no rendimento da IA em línguas indígenas. Além disso, confirma uma alta correlação (91%) entre o volume do conteúdo digital disponível em uma língua e a qualidade da IA nesse idioma.

A IA pode ser uma ferramenta poderosa para preservar, compartilhar e revitalizar tradições culturais e idiomáticas, no entanto, para que as comunidades indígenas possam se beneficiar plenamente dessas possibilidades é fundamental melhorar a eficácia na interação em suas línguas originárias.