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Segundo a pesquisa “Panorama ESG 2024”, realizada pela Amcham, 71% das 687 empresas brasileiras participantes indicam estar no estágio de implementação de práticas ESG, buscando além do lucro, impacto social positivo
A COP30, maior evento climático do planeta, se aproxima e com isso, as discussões acerca dos impactos socioambientais das empresas também. Soluções que contribuem para um planeta mais sustentável e que mitigam a crise climática já são realidade para muitas organizações. Segundo a pesquisa “Panorama ESG 2024”, realizada pela Amcham, 71% das 687 empresas brasileiras participantes indicam estar no estágio de implementação de práticas ESG, buscando além do lucro, impacto social positivo.
Tendo o evento em vista, seis líderes apontam as suas expectativas para o maior encontro climático do mundo:
Paulo Ibri – CEO da Typcal
“A COP30 nos dá a oportunidade de discutir como a bioeconomia circular pode ser uma estratégia para o enfrentamento da crise climática. O reaproveitamento de resíduos reduz emissões e estimula novas cadeias econômicas. Por isso, é necessário investir em soluções que gerem valor a partir do que já temos disponível, com inovação e tecnologia”.
Antonio Carlos de Francisco – CEO da Muush
“A COP30 coloca no centro das atenções a situação climática que estamos passando atualmente, e temos a oportunidade de colocar em pauta os processos produtivos tradicionais no centro do debate para acelerar as mudanças cruciais para a natureza e a humanidade. Precisamos reverter e desacelerar os impactos negativos no meio ambiente, repensando nossos modelos de produção em diversos setores para garantir um futuro mais equilibrado e sustentável”.
Priscila Socoloski – CEO da Connecting Food
“A COP30 representa uma ótima oportunidade para posicionar o combate ao desperdício de alimentos no centro da agenda global, articulando segurança alimentar, desenvolvimento social e redução dos impactos das mudanças climáticas. É um momento decisivo para apresentar soluções escaláveis e de alto impacto – como os modelos de gestão de redistribuição de alimentos que temos aprimorado há mais de uma década no Brasil”.
Marcelo Freitas – CEO da Prospera
“A COP30 é o palco perfeito para mostrarmos ao mundo que a sustentabilidade vai muito além de uma causa ambiental; ela é uma poderosa estratégia de crescimento econômico. É uma oportunidade de chancelar a tese que o ESG dá lucro. A conferência potencializará debates e soluções de transição energética, reforçando o avanço da energia limpa como um importante mecanismo para estruturação de uma nova economia – pautada na sustentabilidade e na justiça ambiental”.
Daniel Poli – Gerente Executivo de Sustentabilidade, Diversidade e Impacto Social da Cielo
“O maior encontro climático do mundo também deve ir além dos compromissos ambientais, colocando no centro do debate quem é responsável por movimentar a economia local com resiliência e criatividade. A COP30 será uma chance de reconhecer e fortalecer o papel das empreendedoras da Amazônia, especialmente mulheres negras e indígenas, como agentes de transformação social e ambiental. Nesse sentido, estamos promovendo o ‘Impulsiona Cielo Amazônia’, programa de educação financeira, empreendedorismo e digital para proporcionar o desenvolvimento pessoal dessas empreendedoras com foco no ecossistema turístico paraense. Com isso, esperamos junto a COP30 criar um legado duradouro de crescimento sustentável e inclusão para a região”.
Lucas Infante – CEO da Food To Save
“A COP30 chega em um momento decisivo para o planeta, e também para as empresas que já entenderam seu papel na construção de um futuro mais sustentável. Na Food To Save, acreditamos que combater o desperdício de alimentos é essencial para mitigar os impactos da crise climática. Nossa expectativa é que o evento impulsione políticas públicas, parcerias e investimentos em soluções que gerem impacto ambiental e social positivo. Estar alinhados ao Pacto Global da ONU reforça nosso compromisso de atuar com responsabilidade e propósito. É hora de transformar o discurso em ação concreta”.