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O impacto da IA na comunicação com os empregados

O que já mudou e o que ainda vai mudar na relação entre a Inteligência Artificial e a comunicação com os empregados? Essa é a pergunta que rege o 2º painel de apresentações da 28ª edição do Congresso Mega Brasil de Comunicação, Inovação e Estratégias Corporativas. O evento acontece nos dias 28 e 29 de agosto, na Unibes Cultural, em São Paulo

Fabio Salles

Da esq. para dir.: Elizeo Karkoski, Viviane Mansi, Erika Romay Flores e Alexandre Nobeschi marcaram presença no Painel 2 da 28ª edição do Congresso Mega Brasil de Comunicação, Inovação e Estratégias Corporativas

A 28ª edição do Congresso Mega Brasil de Comunicação, Inovação e Estratégias Corporativas da Mega Brasil Comunicação começou! Entre hoje (28) e amanhã (29), a Unibes Cultural, em São Paulo, será palco do maior Congresso de Comunicação Corporativa do País. Sob a temática “Inovação, Tecnologias Emergentes, Humanidades e Comunicação”, o evento traz uma programação composta por oito mesas redondas e dois eventos satélites, abordando, novamente, conteúdos com temas de impacto na sociedade e fortemente presentes nas pautas diárias das empresas.

E seguindo com as apresentações deste primeiro dia de Congresso, no início da tarde tivemos a apresentação do “Painel 2”, que abordou a questão da Inteligência Artificial na Comunicação Interna. Sob a mediação de Elizeo Karkoski, Diretor da P3K Comunicação, o painel trouxe para o centro das discussões o impacto da IA na comunicação com os empregados, mais especificamente o que já mudou e o que ainda vai mudar. Tudo isso, do ponto de vista dos convidados desse painel, que trouxeram para o público um pouco de como essa questão é tratada dentro de suas respectivas organizações.

A primeira a falar foi Erika Romay Flores, Gerente de Comunicação Interna LatAm do Google, que já abriu sua apresentação alertando sobre os cuidados que devemos ter sobre quais as informações que estamos alimentando na IA, ou seja, se estamos usando as informações dentro de uma rede de segurança.

A executiva deu algumas dicas de como estruturar de uma forma considerável os comandos (prompts) para a IA, uma vez que quando as informações são muito “rasas”, o sistema não consegue entender e executar a função com maestria. Segundo ela, é recomendado que o prompt conte com um papel, objetivo, público, restrições e resultado.

Trazendo para o nosso cotidiano, pode ser usado para: estruturar uma reunião; criar narrativas baseadas em dados; desenvolver uma campanha de engajamento; estudar uma audiência; organizar eventos, inclusive fora do País; analisar resultados de pesquisa de clima; e muito mais.

Antes de finalizar a sua participação, Erika falou brevemente sobre o “Gemini”, o assistente de IA do Google, e sobre algumas de suas funções que podem ajudar a otimizar as tarefas dos usuários. Ela ressaltou, porém, que embora a IA evolua e se aperfeiçoa a cada dia, nada substitui o repertório humano para alimentar essa Inteligência.

Passando o microfone, foi a vez de Alexandre Nobeschi, Superintendente de Comunicação e Conteúdo da B3, contar um pouco sobre como a instituição utiliza a IA no seu dia a dia. Assim como Erika, ele também reforçou que o bom funcionamento da Ia depende do treinamento dos colaboradores para que não haja grandes riscos corporativos envolvidos nisso.

Segundo Nobeschi, a B3 utiliza muito a IA para o desenvolvimento de ferramentas e serviços – o chamado “B3 GPT”, que conta com diversos funcionários utilizando o sistema dentro da companhia e alimentando conteúdo. Contudo, é preciso ter cuidado com as informações colocadas lá, pois um erro pode custar milhões.

Fechando as participações do “Painel 2”, Viviane Mansi, Executiva de Comunicação, conta como a Diageo trabalha a questão da IA. Segundo ela – que está de saída da companhia para se dedicar a novos desafios – existem algumas preocupações com relação ao uso da IA, então a empresa utiliza o “Diageo GPT” para instruir os empregados da organização a fazerem pesquisas dentro das políticas internas da Diageo e não divulgarem informações que não devem ser divulgadas.

Para Viviane, a IA faz com que o trabalho seja otimizado, principalmente nas questões mais simples do dia a dia. Porém, a tecnologia caminha em um passo muito mais rápido do que a sociedade consegue acompanhar, então, é importante investir no letramento das pessoas.

O desafio está muito mais em como a gente consegue criar um tempo mais adequado para que possamos aprender e entender melhor essas novas tecnologias. Estamos falando de uma nova competência, mas uma competência que precisa ser ensinada e precisa se tornar íntima das pessoas”, ressalta Viviane.

Por fim, Viviane lembra que outro desafio quanto ao uso da IA está nos limites éticos de tudo isso. A tecnologia só nos lembra até aonde podemos ir com ela; quando perdemos o controle desse limite, as coisas não são mais verdadeiras.

Tudo o que ganhamos de tempo com a tecnologia, vamos acabar perdendo com essa falta de limite. Então a pergunta é: queremos tempo para que? Estou me preparando para que? Eu preciso sim me letrar para a tecnologia, preciso estar à frente dela, se não, a tecnologia vai passar por cima da gente igual a um rolo compressor”, conclui.

A 28ª edição do Congresso Mega Brasil de Comunicação, Inovação e Estratégias Corporativas tem como tema central “Inovação, Tecnologias Emergentes, Humanidades e Comunicação”. O evento acontece entre os dias 28 e 29 de agosto, na Unibes Cultural, em São Paulo.

Para mais informações, acesse a nossa programação neste link.