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Automação X Reputação

Especialista revela 4 caminhos que mostram por que o futuro do PR não está na ferramenta, mas na visão estratégica. Pesquisa da Muck Rack mostra que 75% dos profissionais de relações públicas já utilizam inteligência artificial no trabalho; para Helena Prado, fundadora e presidente executiva da Pine, diante da automação, reputação e visão estratégica são os verdadeiros diferenciais

Divulgação

“Helena Prado (foto) destaca que, na era da IA, o verdadeiro diferencial do PR está na visão estratégica e na consistência de reputação

O uso da Inteligência Artificial já é realidade nas rotinas de comunicação. Segundo pesquisa da Muck Rack realizada entre novembro e dezembro de 2024 com 1.013 profissionais de PR, três em cada quatro comunicadores utilizam IA no trabalho (quase três vezes mais do que em março de 2023). A tecnologia tem sido aplicada em brainstorming, rascunhos, edição e pesquisa. Mas, em meio a tanto barulho, especialistas apontam que o diferencial do PR está cada vez menos nas ferramentas e cada vez mais na visão estratégica.

Com quase 20 anos de experiência no mercado, a jornalista Helena Prado, fundadora e presidente executiva da Pine, agência de comunicação especializada em PR e conteúdo estratégico para marcas inovadoras, e pesquisadora sobre os impactos da IA na comunicação, apresenta quatro motivos  que mostram por que reputação e consistência estratégica são ativos centrais para as marcas. Confira:

  1. Se tornou  uma alavanca de negócios: Para Helena, a reputação deixou de ser um ativo apenas simbólico ou restrito à imagem pública das organizações. Hoje, ela influencia diretamente as decisões de compra, a capacidade de atrair e reter talentos, a confiança de investidores e até a longevidade das empresas.
  2. Vai além da visibilidade imediata: Se no passado PR era sinônimo de aparecer na mídia, hoje a visibilidade de curto prazo não basta. O mercado exige que marcas sejam capazes de se sustentar como vozes relevantes, com narrativas originais e coerentes ao longo do tempo.
  3. Entregam  olhar crítico e estratégia além da IA: Ferramentas de inteligência artificial aceleram tarefas como brainstorming, rascunhos e até a redação de releases. Porém, elas não substituem o discernimento sobre o que merece ser comunicado, como deve ser contextualizado e quais riscos podem estar embutidos em cada mensagem.
  4. Constrói autoridade a partir da integração entre dados, narrativas e visão estratégica: Na era da automação, o desempenho em PR não depende da quantidade de mensagens, mas da clareza com que elas se conectam a dados concretos, tendências do setor e necessidades reais do público.