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Amor à vida

No mês em que se discute sobre o “Setembro Amarelo”, pesquisadores da Universidade Federal Fluminense (UFF) lançam guia para prevenção do suicídio infantil. A iniciativa – intitulada “Suicídio de Jovens na Mídia” – faz parte de uma pesquisa financiada pela FAPERJ, que mostra como os meios de comunicação podem ajudar a evitar a quarta causa de mortes de jovens

Divulgação

O material é dividido em duas partes, que mostram não só como a mídia pode e deve abordar o tema, mas também como ela influencia nossa percepção sobre o suicídio, suas causas e formas de prevenção

Pesquisadores da Universidade Federal Fluminense (UFF) acabam de lançar um guia para orientar jornalistas e comunicadores sobre a importância e a melhor forma de abordar o suicídio juvenil. A iniciativa faz parte de uma pesquisa financiada pela FAPERJ – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro, que estuda a relação entre juventude, suicídio e comunicação. O material é gratuito e pode ser acessado pelo link.

Intitulado “Suicídio de Jovens na Mídia”, o guia é de fácil acesso e pode ser reproduzido livremente.

O guia foi escrito por Denise Tavares e Larissa Morais, professoras e doutoras da UFF, e Antonio Vianna, doutor pela UFF e Assessor de Imprensa do Ministério da Saúde. O material é dividido em duas partes, que mostram não só como a mídia pode e deve abordar o tema, mas também como ela influencia nossa percepção sobre o suicídio, suas causas e formas de prevenção.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio é a quarta principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos globalmente. No Brasil, os indicadores são alarmantes e podem ser ainda piores devido à subnotificação – um problema que ocorre por motivos como o estigma social, o medo do julgamento e crenças religiosas. Nesse cenário, a OMS tem reforçado a necessidade da mídia se engajar ativamente na prevenção.

Segundo a pesquisadora Denise Tavares, a cartilha foi criada justamente para ajudar os profissionais a abordarem o assunto de forma correta, rompendo preconceitos históricos. “Não é simples, pois é preciso que os profissionais realmente saibam como abordar o assunto, que ainda é tabu e, portanto, muito interditado. Esse assunto exige esclarecimentos contínuos e corretos. Isso significa vencer preconceitos históricos que também estão presentes em muitos produtos midiáticos, como filmes e vídeos, e nas redes sociais. É fundamental desconstruir a ideia de que a morte autoprovocada tem um único culpado, pois ela é sempre multifatorial”, afirma.