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A iniciativa pioneira do Sebrae, em parceria com a Equipe de Conservação da Amazônia (Ecam), começa como projeto piloto em Santarém (PA) e se estenderá a outros biomas, respeitando as particularidades socioprodutivas e ecológicas de cada território
Agricultores familiares e pequenos produtores da Amazônia ganharam um novo impulso para transformar a conservação da floresta em oportunidade de desenvolvimento e renda. Lançado em outubro durante o “Sebrae Conecta Economia Verde”, o projeto “Carbono Social” vai facilitar o acesso desses empreendedores ao mercado voluntário de carbono e a mecanismos de financiamento climático.
A iniciativa pioneira do Sebrae, em parceria com a Equipe de Conservação da Amazônia (Ecam), começa como projeto piloto em Santarém (PA) e se estenderá a outros biomas, respeitando as particularidades socioprodutivas e ecológicas de cada território. A fase inicial, que começou em julho de 2025, envolve cerca de 150 agricultores familiares, abrangendo 15 mil hectares, dos quais 8,5 mil estão sob manejo sustentável, sistemas agroflorestais e florestas conservadas.
O apoio aos produtores inclui o mapeamento de cadeias produtivas, a capacitação e a criação de mecanismos para que eles tenham acesso direto à receita gerada pela venda de créditos de carbono. Parte desses recursos será reinvestida nas próprias comunidades, fortalecendo o ciclo de sustentabilidade e desenvolvimento local.
“O carbono social é mais do que um ativo ambiental: é uma nova rota de desenvolvimento inclusivo, que reconhece e remunera quem cuida da floresta e do solo”, afirma Décio Lima, Presidente do Sebrae.
Para Bruno Quick, Diretor Técnico do Sebrae, trata-se de uma ponte entre quem preserva e quem compensa as emissões. “O carbono social transforma boas práticas de produção em benefícios econômicos concretos para as comunidades. A partir dos resultados do piloto, queremos escalar o modelo para outros territórios da Amazônia e biomas do País, ampliando a geração de créditos com impacto social positivo”, conta.
“Com o apoio do Sebrae, estamos criando oportunidades reais para que agricultores familiares e comunidades tradicionais possam transformar práticas sustentáveis em novas fontes de renda”, ressalta Fábio Rodrigues, Diretor Técnico da Ecam. Ele também destacou que o projeto já acontece em duas regiões brasileiras – no sul da Bahia e no sul do Paraná – com produtores sendo efetivamente remunerados pelos serviços prestados.