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Relações PRomissoras

Pesquisa inédita realizada pela MOTIM aponta que 7 em cada 10 empresas brasileiras perceberam um impacto positivo do trabalho de PR em 2025. De acordo com os dados, das 33 organizações consultadas, 39% indicaram ganhos comunicacionais expressivos, e os resultados ainda mostram que as organizações não pretendem reduzir os investimentos na área em 2026

Divulgação

“Por muito tempo, a área de PR, e a construção de reputação em si, foi tratada como consequência. Hoje, as empresas mais bem-sucedidas entendem que ela é a causa, um ativo capaz de impactar vendas, retenção, atração de talentos e percepção de mercado", afirma Gabriel Oliveira, CEO da MOTIM

A maturidade em Relações Públicas deu um salto no Brasil. Um novo levantamento da MOTIM – primeira aceleradora de reputação e gestora de posicionamento do mundo – mostrou que o trabalho na área já é percebido como motor de competitividade pelas empresas. Entre as 33 organizações consultadas em dezembro do ano passado, 39% apontaram ganhos comunicacionais expressivos ao longo do ano, principalmente na geração de awareness e branding, e 33% afirmaram que a área foi determinante para gerar impacto direto nos negócios. Apenas 9% das companhias não identificaram qualquer retorno, enquanto 18% informaram não ter área dedicada ou um parceiro para auxiliar na estruturação do setor.

Segundo Gabriel Oliveira, CEO da MOTIM, os resultados mostram que hoje a Comunicação é tratada dentro das organizações com muito mais intencionalidade. “Por muito tempo, a área de PR, e a construção de reputação em si, foi tratada como consequência. Hoje, as empresas mais bem-sucedidas entendem que ela é a causa, um ativo capaz de impactar vendas, retenção, atração de talentos e percepção de mercado. Marcas que constroem narrativas consistentes criam ciclos virtuosos, com menos dependência de mídia paga e mais legitimidade nas relações”, afirma.  

O levantamento da MOTIM reforça que nenhuma empresa, que já utiliza o serviço, pretende reduzir investimentos em PR em 2026, um sinal de resiliência mesmo diante das incertezas típicas de um ano eleitoral e de um cenário macroeconômico que tende a ser adverso. Cerca de 10% informaram, inclusive, que planejam ampliar o investimento, seja contratando ou revisando fornecedores.

 

PR como construção contínua de confiança

Na prática, diferentes setores já têm comprovado esse avanço. De acordo com Victor Santos, CEO da Liv Up, hoje o PR aprofunda a cultura de propósito e transparência junto ao mercado. “Construir uma relação verdadeira com o consumidor sempre foi central. O PR traduz nosso propósito em narrativas que conectam. O resultado mais evidente é o aumento da confiança”, diz.

Já na Espaço Smart, maior ecossistema de Steel Frame da América Latina, o ganho veio com o reposicionamento narrativo. “O PR consolidou nossa autoridade técnica e ampliou nossa vantagem competitiva. Isso se converteu em crescimento real”, ressalta Fernando Scheffer, fundador da Espaço Smart.

Em cibersegurança, a disciplina é determinante para educar o mercado. “Nosso setor ainda está amadurecendo. O PR foi essencial para nos tornar referência e facilitar conversões, porque muitos clientes já chegam confiando na marca”, explica Caio Telles, CEO da BugHunt.

Enquanto na Connectly, o PR se tornou um diferencial global. “O PR fortalece nossa liderança em comércio conversacional, destacando inovação e cases reais. Isso aumenta a credibilidade e abre novas oportunidades comerciais”, destaca Antônio Mota, Head Global de Marketing.

 

Impactos mais percebidos: presença, influência e resultados de negócio

Entre as empresas que relataram retorno, o impacto mais frequente está na expansão e no aumento de presença, reforçando o papel do PR na construção de autoridade e posicionamento. Outras apontaram efeitos em indicadores comerciais, relacionamento e influência com stakeholders, além de talento e cultura organizacional.

A diversidade desses impactos mostrou que o PR evoluiu de uma função tática de visibilidade para uma alavanca multifuncional, capaz de fortalecer marcas, impulsionar vantagem competitiva e abrir novos caminhos de crescimento.

A Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje) reforça essa visão ao apontar que empresas que planejam suas ações de comunicação têm 63% mais chances de conquistar resultados consistentes e manter relacionamento duradouro com a mídia especializada. Mais do que distribuir releases, é necessário mapear objetivos, públicos prioritários e métricas claras para orientar decisões.

Elaborar um planejamento de assessoria de imprensa é essencial para que cada pauta tenha impacto real. Sem estratégia, a comunicação se dispersa, não alcança quem importa e ainda pode comprometer a imagem da empresa”, ressalta o CEO da MOTIM.