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Lance certeiro no jornalismo

A transformação dos hábitos de consumo de informação tem levado o jornalismo esportivo a reinventar seus modelos de atuação. Apostando na integração entre credibilidade, influenciadores, inteligência artificial e novos negócios, o setor busca manter sua relevância em um ambiente cada vez mais digital e competitivo.

Divulgação \ Linkedin

Gustavo Mota, CEO do Lance! e Rodrigo Chiavenato, diretor de Franquias da Auddas e apresentador do podcast.

O jornalismo esportivo passa por uma transformação impulsionada pelas mudanças nos hábitos de consumo de informação, e o Lance! tem apostado na integração entre credibilidade, influenciadores, inteligência artificial e novos modelos de negócio para ampliar sua relevância no ambiente digital. O tema foi abordado por Gustavo Mota, CEO do veículo, durante participação no podcast De Dono pra Dono, da Auddas.

Segundo o executivo, a ascensão dos criadores de conteúdo não representa uma ameaça ao jornalismo profissional, mas uma oportunidade de ampliar o alcance da informação. Na avaliação de Mota, enquanto os influenciadores aproximam novos públicos por meio de formatos mais descontraídos, cabe aos veículos preservar a credibilidade, a apuração rigorosa e a responsabilidade editorial. Essa estratégia já faz parte da atuação do Lance!, que passou a integrar creators em coberturas esportivas.

A transformação também envolveu uma revisão do modelo de negócios da empresa. Após encerrar a edição impressa durante a pandemia, o veículo investiu em assinaturas, aplicativo, conteúdo premium, projetos editoriais para marcas e novas frentes de atuação. Atualmente, o ecossistema digital do Lance! reúne cerca de 25 milhões de usuários mensais no portal e alcança aproximadamente 80 milhões de pessoas por meio das redes sociais.

Outro destaque é o uso crescente da inteligência artificial na rotina da redação, auxiliando na organização de dados, identificação de tendências e aceleração da produção de conteúdo. Apesar dos avanços tecnológicos, Gustavo Mota ressalta que a análise, o contexto e a interpretação continuam sendo responsabilidades do jornalista, reforçando que a combinação entre inovação e credibilidade será determinante para o futuro do setor.