Paula Nadal, CSO da Ideal: “Se até pouco tempo atrás podíamos contar com uma certa centralidade na distribuição da informação, hoje nada parece isoladamente consistente, confiável ou suficientemente capaz de sensibilizar as audiências. Uma boa estratégia de comunicação, portanto, deve contemplar novas formas de inserção no ecossistema de influência”
Entender a Web3 e os novos fluxos de conquista de atenção - Sinto dizer – é duro, eu sei –, mas a sua marca possivelmente não é tão importante quanto parece. Para se ter
ideia, 90% dos dados disponíveis hoje no mundo foram gerados nos últimos três anos, de acordo com um levantamento divulgado pela IBM. Quem cria soluções para deter a atenção domina o planeta – vide o crescimento estrondoso de plataformas como o TikTok, por exemplo, que já virou ferramenta de busca e retém pessoas por horas em seus vídeos. Se até pouco tempo atrás podíamos contar com uma certa centralidade na distribuição da informação, hoje nada parece isoladamente consistente, confiável ou suficientemente capaz de sensibilizar as audiências. Uma boa estratégia de comunicação, portanto, deve contemplar novas formas de inserção no ecossistema de influência.
3. Combater consistentemente a desinformação - Quatro em cada dez brasileiros afirmam receber notícias falsas todos os dias. E nosso cérebro tende a absorver essas notícias com mais facilidade do que as notícias verdadeiras, pois, em geral, fake news confirmam crenças pré-existentes (é o chamado viés de confirmação). Profissionais de comunicação precisam combater essa mecânica de maneira voraz – seja gerando inteligência analítica; atuando de forma preditiva para mapear comportamentos emergentes; ou entendendo a maneira como essas informações são estruturadas e disseminadas para criar um contraponto usando o mesmo “veneno”.