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Uma história que Vale ser mantida

Vale adquire “naming rights” do Mercado Central de Belo Horizonte, em Minas Gerais, porém, preserva nome que faz parte da história dos mineiros. Em uma estratégia inédita, a mineradora compra os direitos de nomeação, mas opta por manter a identidade de um dos maiores patrimônios culturais da capital mineira

Divulgação

"O Mercado Central permanece com o nome que o tornou referência para gerações de belo-horizontinos e visitantes, enquanto ganha um parceiro comprometido com sua continuidade e valorização”, afirma Leandro Modé, Diretor de Comunicação e Marca da Vale

Em uma decisão que alia estratégia institucional e valorização do patrimônio cultural, a Vale adquiriu os “naming rights” do Mercado Central de Belo Horizonte (MG), modelo de negócio no qual uma empresa compra o direito de dar o seu nome a um local de grande visibilidade, mas optou por preservar o nome que, há quase um século, faz parte da identidade e da memória afetiva dos mineiros.

Embora tivesse o direito de renomear o espaço, a mineradora escolheu manter a marca “Mercado Central de Belo Horizonte”, reconhecendo seu valor histórico, cultural e turístico. A iniciativa reforça uma visão de comunicação em que o protagonismo está na preservação da história e no fortalecimento de um dos principais símbolos da capital mineira.

Anunciada durante a tradicional “Corrida e Caminhada do Mercado Central”, no início de julho, a iniciativa integra a plataforma de Cultura da Vale, que tem o pertencimento como um de seus principais eixos. A ação foi conduzida em parceria com a agência de publicidade mineira, 18 Comunicação.

Mais do que um patrocínio, a decisão representa uma estratégia de branding baseada em propósito: utilizar a força da marca para proteger e valorizar um patrimônio coletivo, em vez de substituí-lo por uma nova identidade corporativa.

Os recursos investidos pela Vale serão destinados a melhorias na experiência dos mais de 15 milhões de visitantes anuais, além de obras de infraestrutura para lojistas e funcionários, iniciativas de sustentabilidade e projetos de impacto social, preparando o Mercado Central para a celebração de seu centenário, em 2029.

Se é importante para os mineiros, é importante para a Vale. Cultura é um dos pilares do nosso compromisso social. Ela promove o desenvolvimento sustentável dos territórios, amplia oportunidades, fortalece identidades e cria vínculos que transformam a sociedade. O Mercado Central permanece com o nome que o tornou referência para gerações de belo-horizontinos e visitantes, enquanto ganha um parceiro comprometido com sua continuidade e valorização”, afirma Leandro Modé, Diretor de Comunicação e Marca da Vale.

 

A inteligência estratégica por trás do “right naming”

Desenvolvida pela agência mineira 18 Comunicação, a estratégia criou o conceito de “right naming” para transformar a preservação do nome do Mercado Central em uma demonstração pública de respeito à história, à cultura e à identidade mineira.

Além da campanha publicitária, a ação contempla filmes, conteúdos digitais e parcerias com criadores de conteúdo locais. A estratégia foi construída a partir de uma abordagem de inteligência cultural, considerando aspectos históricos, simbólicos e comportamentais do território para fortalecer a conexão entre a marca, o Mercado Central e os mineiros.

O ‘right naming’ surge da compreensão de que, em alguns casos, preservar uma identidade pode gerar mais valor do que substituí-la. Isso vale para ativos que são emocionalmente importantes para as pessoas e vale para empresas que buscam fortalecer a admiração dessas pessoas. Nosso desafio foi traduzir esse gesto de respeito em uma comunicação que fortalecesse a conexão entre a Vale, o Mercado Central e os mineiros”, explica Guto Caram, fundador e CEO da 18 Comunicação.

Toda a arquitetura da parceria foi conduzida pela Heatmap, de Rene Salviano, agência responsável pela comercialização de projetos de naming rights do Brasil.