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Cássia Suzuki, Márcia Araújo e Renata Di Francesco escrevem "A volta do sentido".

O Café Cultural conversou com a médica Cássia Suzuki que junto com as também médicas Márcia Araújo e Renata Di Francesco, escreveu A volta do sentido: este livro não é (só) para ler, é para viver, publicada e distribuída pela Buzz Editora e que propõe ao leitor um caminho de retorno à presença por meio da redescoberta dos cinco sentidos. Confira o programa na íntegra pelos canais da Mega Brasil Comunicação.

Cássia Suzuki (foto) é a convidada do programa Café Cultural.

Tudo sobre cinema, música e literatura você ouve aqui...hoje é dia de Café Cultural, na Rádio Mega Brasil Online!

Em uma sociedade marcada pela velocidade, pelo excesso de informações e pela mediação constante das telas, a experiência de sentir parece ter sido substituída pela necessidade de apenas reagir. É justamente esse movimento que inspira 

Mais do que um livro para ser lido, é uma experiência a ser vivida. Ao longo das páginas, as autoras conduzem o leitor por uma jornada que combina conhecimento científico, relatos da prática médica, conceitos de neurociência e exercícios de autopercepção.

Os capítulos mostram que visão, audição, olfato, tato e paladar são muito mais do que mecanismos biológicos: constituem a base da memória, das emoções, da identidade e da maneira como construímos significado para a vida. Outros sentidos menos conhecidos também se apresentam na abordagem da obra, como equilíbrio, propriocepção (a capacidade que o corpo tem de avaliar sua posição e seu movimento no espaço sem depender da visão) e percepção espacial, temporal e ritmo.

Com mais de três décadas de experiência na medicina, as autoras revelam que o livro nasceu da observação cotidiana de pacientes e da percepção de que muitas dores contemporâneas extrapolam o corpo físico. A partir desse olhar, defendem que a reconexão sensorial pode ser um caminho para enfrentar o isolamento, a ansiedade, a sobrecarga mental e o distanciamento provocado pelo ambiente digital.

“Você treina, se alimenta bem, toma suplementos, cumpre as tarefas. Na dança do cotidiano, muitas vezes se limita ao que é urgente, esquecendo o que é essencial. Nosso cérebro sincroniza os sentidos através de uma arquitetura complexa, com inúmeros neurônios interligados que se comunicam de um modo muito particular para cada indivíduo. Tudo muito rápido, na mesma janela temporal. Um ser humano que se abre para a multissensorialidade vive de forma mais plena, mais rica, mais desperta e completa!”, defendem as autoras.

Segundo A volta do sentido: este livro não é (só) para ler, é para viver, vivemos hoje entre três dimensões: o mundo exterior, onde tudo acontece; o mundo interior, onde tudo ganha significado; e o universo digital, que conecta essas duas realidades, mas frequentemente reduz nossa capacidade de estar verdadeiramente presentes. A proposta é justamente construir uma ponte de volta para essa presença, utilizando os sentidos como âncora para uma vida mais consciente.

Temas como percepção sensorial, longevidade, memória, repertório sensorial, olfato, paladar, tato e autoconhecimento são explorados de maneira acessível, sempre fundamentados em evidências científicas e enriquecidos por reflexões filosóficas e experiências humanas. O resultado é uma leitura que dialoga tanto com profissionais da saúde quanto com qualquer pessoa interessada em compreender melhor a própria relação com o mundo.

Mais do que apresentar conceitos, A volta do sentido: este livro não é (só) para ler, é para viver incentiva o leitor a desacelerar. Logo nas primeiras páginas, as autoras propõem pequenos exercícios de percepção — respirar, fechar os olhos, notar sons, texturas e aromas — como forma de recuperar uma habilidade essencial, mas frequentemente esquecida: estar plenamente presente.

Ao defender que “sentir é a inteligência do corpo” e que toda experiência humana nasce da percepção sensorial, elas oferecem uma reflexão atual sobre saúde, qualidade de vida e relações humanas, posicionando os sentidos como ferramenta de reconexão consigo mesmo e com o outro. “Antes mesmo de sabermos falar, já sabemos sentir. Toda a experiência começa aí. Por isso, convidamos o leitor a olhar para dentro de si mesmo e se reconectar com seus sentidos, reencontrar sua percepção”, orientam as autoras.

Não perca esta conversa que vai ao ar nesta quinta-feira (17/09), às 16h na  Rádio Mega Brasil Online.


O programa Café Cultural é apresentado por Sérgio Lapastina todas as terças e quintas, às 16h, com reprises diárias em mesmo horário, na Rádio Mega Brasil Online.

O programa também é disponibilizado, simultaneamente com a exibição de estreia, no Youtube e no Spotify.