Por Larissa Sugiyama
20 de Fevereiro de 2026 | 17h00
Divulgação / LinkedIn
“A reputação passou a ser um reflexo direto da capacidade das organizações de ouvir a sociedade e de transformar expectativas sociais em estratégias concretas. Nesse novo contexto, o ESG funciona como uma bússola, orientando comportamentos empresariais mais humanizados e conectados com as reais necessidades das pessoas e do planeta”, conta André Senador
Em um contexto marcado pela intensificação da crise climática, pela pressão social por mais responsabilidade corporativa e pela transformação da forma como marcas são avaliadas pela sociedade, o livro “ESG e comunicação para o desenvolvimento sustentável: o caso da transformação das marcas de automóveis”, de André Senador, propõe uma análise aprofundada sobre o papel da comunicação na construção de reputações alinhadas às expectativas contemporâneas.
A obra parte da premissa de que a reputação corporativa deixou de ser sustentada apenas por indicadores financeiros ou operacionais e passou a refletir, cada vez mais, a capacidade das organizações de integrar os critérios ESG e às suas estratégias e práticas. Nesse cenário, a comunicação assume um papel central como mediadora entre empresas, stakeholders e sociedade, sendo fundamental para garantir coerência, transparência e legitimidade.
“A reputação passou a ser um reflexo direto da capacidade das organizações de ouvir a sociedade e de transformar expectativas sociais em estratégias concretas. Nesse novo contexto, o ESG funciona como uma bússola, orientando comportamentos empresariais mais humanizados e conectados com as reais necessidades das pessoas e do planeta”, conta André Senador.
Além de apresentar a evolução histórica do conceito de sustentabilidade até sua consolidação no modelo ESG, o autor destaca a “Agenda 2030” da ONU e os “Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)” como referências globais essenciais para a atuação corporativa responsável. O livro também alerta para os riscos de práticas superficiais e discursos vazios, reforçando a importância de processos comunicacionais consistentes para evitar o chamado “washing”.
“A comunicação não pode ser apenas uma camada estética do ESG. Ela precisa traduzir compromissos reais, processos estruturados e decisões estratégicas. Sem coerência entre discurso e prática, não há confiança nem licença social para operar”, destaca Senador.
Como contribuição prática, a obra propõe a construção de uma “Jornada ESG de Reputação Corporativa”, um roteiro que orienta organizações na integração efetiva da sustentabilidade às suas estratégias, fortalecendo relações com stakeholders e ampliando sua legitimidade social.
Voltado a pesquisadores, profissionais de comunicação, lideranças empresariais e gestores interessados em sustentabilidade, o livro reforça que, mais do que uma tendência, o ESG se consolidou como um elemento estrutural para o futuro das marcas e dos negócios.