Por Larissa Sugiyama
06 de Março de 2026 | 13h00
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"Liderar hoje exige preparo técnico, leitura de contexto e coragem para decidir com informação incompleta. A PIB nasce para formar líderes que entendem que errar custa caro e que a qualidade da decisão é o principal ativo em tempo de capital escasso”, afirma Theo Braga, idealizador da PIB The New College
A educação executiva no Brasil atravessa uma inflexão relevante em um ambiente empresarial mais complexo e menos tolerante a erros. O País soma mais de 21 milhões de empresas ativas, sendo cerca de 99% pequenos e médios negócios, responsáveis por mais de 50% dos empregos formais e altamente dependentes da qualidade das decisões estratégicas de seus líderes. Esse quadro se agrava com custo de capital elevado, crédito mais seletivo e margens pressionadas, em um contexto no qual a inadimplência empresarial atinge milhões de CNPJs e o endividamento corporativo segue elevado.
Ao mesmo tempo, a permanência dos executivos no topo encurtou, com mais de 40% dos CEOs deixando o cargo antes de cinco anos – reflexo da cobrança por resultados consistentes, governança e adaptação a ciclos adversos. Não por acaso, o mercado de educação corporativa e executiva cresce acima de 30% nos últimos anos, impulsionado pela demanda por formações práticas, orientadas à gestão financeira, tomada de decisão sob pressão, preservação de caixa e geração de valor sustentável em cenários de alta incerteza regulatória, tecnológica e econômica.
Nesse ambiente de maior complexidade e exigência, o mercado passa a demandar soluções educacionais mais conectadas à realidade das empresas e à tomada de decisão no mais alto nível. E é nesse contexto que a “PIB The New College” foi inaugurada no Brasil como uma faculdade com foco direto na formação de lideranças estratégicas, estruturada para ir além dos modelos tradicionais de ensino executivo e responder às pressões concretas do ambiente econômico atual. A proposta surge em um momento em que capital é caro, o crédito é seletivo e a margem de erro diminuiu de forma significativa, exigindo preparo técnico, visão sistêmica e capacidade de execução.
“A formação de líderes ficou defasada em relação ao que o mercado exige hoje. O CEO precisa dominar estratégia, finanças, pessoas e risco ao mesmo tempo, tomando decisões reais sob pressão real”, afirma Theo Braga, idealizador da PIB The New College. Segundo ele, a inauguração da faculdade nasce justamente para preencher essa lacuna, conectando educação, prática e responsabilidade empresarial em um momento em que a qualidade da liderança se tornou um dos principais diferenciais competitivos das empresas brasileiras.
Ao se posicionar nesse novo ciclo, a PIB aposta em um modelo de formação que trata a educação executiva como infraestrutura crítica para a sobrevivência e o crescimento das empresas, e não como um complemento acadêmico. A proposta é formar líderes capazes de operar em ambientes de restrição, lidar com risco, alocar capital com disciplina e tomar decisões que preservem valor no curto prazo sem comprometer o futuro do negócio. Para Theo, o momento não permite improviso. “Não estamos formando executivos para cenários ideais, mas para a realidade dura das empresas brasileiras. Liderar hoje exige preparo técnico, leitura de contexto e coragem para decidir com informação incompleta. A PIB nasce para formar líderes que entendem que errar custa caro e que a qualidade da decisão é o principal ativo em tempo de capital escasso”, conclui.