Por Carina Rodrigues
09 de Março de 2026 | 13h00
Divulgação
“Nossos planos são, por meio da Medley, continuar dando acesso a medicamentos de qualidade a toda a população brasileira, manter sempre as operações separadas e garantir a cadeia de abastecimento da saúde”, afirmou Carlos Sanchez, presidente do conselho de administração do grupo EMS, em nota.
A EMS oficializou a aquisição da Medley, empresa que estava à venda pela farmacêutica francesa Sanofi. O movimento representa um passo relevante na estratégia de expansão do grupo brasileiro e já movimenta o mercado farmacêutico nacional.
Com a transação, a expectativa é que a integração das operações fortaleça a presença do grupo no segmento de medicamentos genéricos e contribua para a consolidação do setor no país. A negociação também pode resultar na formação do maior grupo farmacêutico da América Latina, ampliando a competitividade da indústria nacional.
Segundo informações divulgadas pelo empresário Carlos Sanchez, proprietário da EMS, a participação de mercado da companhia no segmento de genéricos pode chegar a cerca de 30% após a conclusão do negócio. Para o mercado, o movimento sinaliza um avanço no processo de consolidação entre grandes empresas farmacêuticas e abre espaço para novos rearranjos estratégicos no setor.
A operação ainda depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão responsável por analisar questões concorrenciais no Brasil. A expectativa é que o aval regulatório ocorra até o fim de 2026; até lá, a Medley seguirá sendo administrada pela Sanofi, garantindo a continuidade de suas operações.