Por Larissa Sugiyama
14 de Maio de 2026 | 14h00
Divulgação / LinkedIn
“O ‘Ranking Responsabilidade ESG 2025’ confirma que o amadurecimento desses pilares nas empresas brasileiras evolui de forma consistente. A agenda de responsabilidade e governança segue se consolidando como eixo central das estratégias de negócio no País”, afirma Gustavo Di Risio, Diretor-Geral da Merco no Brasil
A Merco, referência internacional na avaliação de reputação corporativa, divulgou recentemente a 12ª edição do “Ranking Merco Responsabilidade ESG 2025” no Brasil. Nesta nova edição, a Natura manteve a liderança pelo 12º ano consecutivo como a empresa mais responsável do País, seguida pelo Grupo Boticário em segundo lugar e pelo Mercado Livre em terceiro, que subiu uma posição em relação ao ano anterior.
Além do ranking geral, a Merco também apresentou três classificações específicas para cada dimensão: “E” (Meio Ambiente), “S” (Âmbito Interno, Social, Clientes e Sociedade) e “G” (Ética e Governança Corporativa) – todas lideradas pela Natura. Os resultados reforçam a crescente maturidade das empresas brasileiras na incorporação da agenda de responsabilidade e governança em suas estratégias corporativas.
Para Gustavo Di Risio, Diretor-Geral da Merco no Brasil, o avanço do tema no ambiente empresarial é evidente. “O ‘Ranking Responsabilidade ESG 2025’ confirma que o amadurecimento desses pilares nas empresas brasileiras evolui de forma consistente. A agenda de responsabilidade e governança segue se consolidando como eixo central das estratégias de negócio no País”, afirma.
Metodologia e visão multistakeholder
O “Ranking Merco Responsabilidade ESG” utiliza uma metodologia reconhecida internacionalmente, construída a partir de múltiplas fontes e diferentes perspectivas. O processo tem início com a avaliação de membros da alta direção de empresas que faturam mais de R$ 200 milhões por ano no Brasil, responsáveis por eleger as cinco companhias mais responsáveis em cada dimensão do ESG.
Na etapa seguinte, são incorporadas as percepções de diversos públicos especializados, como profissionais de responsabilidade social corporativa, analistas financeiros, ONGs, sindicatos, associações de consumidores, jornalistas, representantes do governo e gestores de mídias sociais.
A análise também considera indicadores consolidados de outros monitores da Merco – como “Merco Sociedade”, “Merco Digital” e “Merco Talento” – além de dados objetivos fornecidos pelas próximas empresas. O resultado é uma visão integrada, consistente e robusta da responsabilidade corporativa no País.
O ranking completo e a metodologia detalhada estão disponíveis no site oficial da Merco.
Top 10 do “Ranking Responsabilidade ESG 2025”
O Top 10 da edição 2025 reforça a diversidade setorial entre as empresas mais responsáveis do País, evidenciando a consolidação da agenda de Responsabilidade e Governança em diferentes segmentos da economia.
Após Natura, Grupo Boticário e Mercado Livre ocuparem as três primeiras posições, o ranking destacou organizações de diversas áreas, como Ambev (4º) e Nestlé (5º), representantes do setor de alimentos e bebidas; Toyota (6º), que subiu uma posição em relação a 2024 e fortaleceu a presença do setor automotivo; e o Itaú Unibanco (7º), que registrou uma evolução significativa ao avançar do 11º para a sétima posição.
Também se destacaram no ranking o Hospital Sírio-Libanês, que saltou do 12º para o 8º lugar e reafirmou a relevância do segmento de saúde na agenda de responsabilidade corporativa. O Top 10 é complementado por Magazine Luiza (9º) e Coca-Cola (10º), esta última registrando uma evolução expressiva ao subir quatro posições no ranking.
Segundo Di Risio, a composição do Top 10 demonstra a solidez da Responsabilidade e Governança Corporativa no País. “Observamos grande diversidade setorial no ranking, com empresas de serviços financeiros, varejo, consumo, tecnologia, indústria, energia e telecomunicações. Cosméticos e varejo continuam entre os setores mais fortes em responsabilidade”, destaca o executivo.
Desempenho por setor
Em 2025, o setor de alimentos apareceu entre os mais representados do ranking, reunindo nove empresas entre as 100 organizações mais responsáveis do País. Na sequência, destacaram-se serviços financeiros, indústria automotiva e bens de consumo, evidenciando a diversidade de segmentos que avançaram de forma consistente na incorporação das práticas ESG.
Outros setores com presença relevante no Top 100 incluem energia, bebidas, cosméticos e perfumaria, eletrônicos, indústria farmacêutica e serviços de saúde, reforçando o caráter transversal e cada vez mais consolidado da agenda de responsabilidade corporativa no Brasil.
Destaques por pilar: “E”, “S” e “G”
A edição 2025 também apresentou os rankings por dimensão, permitindo uma análise mais aprofundada do desempenho das organizações em cada um dos pilares que compõem o ESG.
No pilar “Meio Ambiente (E)”, que avalia práticas relacionadas à gestão ambiental, uso de recursos naturais, mitigação de impactos e inovação sustentável, o destaque permaneceu com a Natura – líder nacional – seguida por Grupo Boticário, Ambev, Nestlé e Suzano, empresas reconhecidas por suas políticas robustas de sustentabilidade ambiental e compromisso com a redução de impactos climáticos.
No pilar “Âmbito Interno, Social, Clientes e Sociedade (S)”, que contempla temas como relações de trabalho, diversidade e inclusão, impacto social, atendimento ao consumidor e contribuição para o desenvolvimento da comunidade, a liderança também foi da Natura, acompanhada pelo Grupo Boticário e Mercado Livre. Nestlé e Bradesco completaram o Top 5, demonstrando atuações consistentes em iniciativas sociais e práticas voltadas ao bem-estar de colaboradores, clientes e sociedade.
Já no pilar “Ética e Governança Corporativa (G)”, que avalia transparência, integridade, gestão de riscos, compliance e práticas responsáveis de tomada de decisão, a Natura voltou a ocupar a primeira posição, seguida por Itaú Unibanco, Toyota, Ambev e Nestlé. A presença de diferentes setores nesse ranking reforçou a importância crescente de estruturas de governança sólidas e alinhadas aos padrões internacionais.