Por Larissa Sugiyama
19 de Maio de 2026 | 12h00
Divulgação / Leega
Natsuo Oki e Renata Serra, Heads de IA da Leega Consultoria
A Leega, consultoria brasileira com mais de 20 anos de atuação em transformação digital, inteligência artificial, data analytics, cloud e desenvolvimento de aplicações, anunciou as contratações de Natsuo Oki e Renata Serra para liderar a nova frente de IA da empresa. As movimentações marcam uma nova etapa da companhia, com a estruturação de uma oferta completa de IA – da estratégia e governança à execução em escala – sob o posicionamento “Human Powered, AI Amplified”.
A novidade responde a um cenário em que a Inteligência Artificial deixou de ser um diferencial competitivo e passou a ser baseline operacional. Contudo, atualmente, muitas empresas avançam em iniciativas isoladas, sem diretrizes claras de governança, mensuração de retorno ou controle de custos.
“Não basta mais operar com IA; isso é o básico. Nossa iniciativa responde à urgência de transformar o baseline em potência criativa, garantindo que a IA seja a força que nos mantém um passo à frente da concorrência. O mercado saiu da fase de experimentação e entrou na fase de responsabilidade. IA não pode ser apenas um conjunto de testes dispersos. É preciso estratégia, arquitetura, governança e clareza de ROI”, afirma Newton Ide, CEO da Leega Consultoria.
Á frente da nova unidade de IA, Natsuo Oki terá como missão estruturar a área e seus produtos como hub de desenvolvimento de agentes inteligentes, automações e soluções produtivas, com modelo de entrega previsível e foco em resultados mensuráveis.
Com formação multidisciplinar em Pedagogia, Filosofia e Publicidade, o executivo é empreendedor e especialista em IA Aplicada. Fundador da Coploy e da Chatbank, ele liderou projetos de agentes autônomos e soluções conversacionais voltadas a desafios concretos de negócio. Na Leega, também conduz a metodologia “AI Forge”, programa voltado ao re-skilling de IA e ao aumento de produtividade de times de tecnologia, incluindo iniciativas como migração de código assistida por IA e modernização de aplicações.
“A Inteligência Artificial hoje é commodity. As ferramentas estão disponíveis para todos. O diferencial não está no acesso à tecnologia, mas na capacidade de entender o negócio, arquitetar soluções que funcionem em produção e entregar ROI mensurável”, diz o executivo.
Oki destaca ainda um ponto pouco debatido nas empresas, que é o custo invisível da IA. “Muitas organizações não incluíram IA no orçamento formal. Falamos muito de redução de custos, mas, sem governança, o consumo de modelos, tokens e licenças pode crescer de forma descontrolada. É preciso gestão financeira, não apenas entusiasmo tecnológico”, alerta.
A unidade atuará também na definição de arquiteturas flexíveis para reduzir riscos de lock-in tecnológico e de contratos longos com um único provedor de modelos, ameaça crescente em um cenário de evolução exponencial das plataformas.
“Estamos entrando na era dos agentes – sistemas que não apenas respondem, mas decidem, executam e operam de forma autônoma. O que muda agora é a posição que eles ocupam: não mais ferramentas à margem do processo, mas parceiros de trabalho integrados à estrutura, lado a lado com times humanos”, conclui Oki.
Renata Serra, por sua vez, assume a liderança do AI Office, estrutura responsável por organizar a adoção de IA nas empresas de forma planejada e segura. Com mais de 35 anos de experiência em tecnologia e consultoria, e passagens por Banco BS2, Enforce (Grupo BTG Pactual), McKinsey & Co., Booz Allen Hamilton, Cambridge Technology Partners e Embrapa, a executiva coordena iniciativas que conectam estratégia, planejamento empresarial, arquitetura de dados, política de uso, compliance, gestão de riscos e letramento organizacional.
“A IA generativa democratizou o acesso à tecnologia. Mas, sem diretrizes claras, surgem riscos como dispersão de esforços, aumento de custos não monitorados e até vazamento de informações por uso inadequado de ferramentas públicas”, explica Renata.
Segundo a profissional, muitas empresas vivem hoje o fenômeno do “shadow AI” (uso de ferramentas e modelos de IA sem aprovação, supervisão ou controle oficial da área de TI ou da governança), ou seja, uso descentralizado e não governado de soluções de IA por diferentes áreas. “O AI Office organiza essa jornada. Ele estrutura o pipeline de casos de uso, define critérios de priorização, estabelece políticas corporativas, conduz a gestão de riscos, projeta uma arquitetura segura e acompanha métricas de valor. Cada iniciativa precisa estar conectada a metas organizacionais claras e a retorno mensurável”, diz.
Segundo Flávio Camargo, Diretor Comercial da Leega, a movimentação consolida o reposicionamento da empresa como parceira de referência em IA corporativa. “A Leega construiu uma base sólida em engenharia de dados e tecnologia. Com Natsuo Oki e Renata Serra, avançamos significativamente e estruturamos uma oferta completa. Não é apenas expansão: é transformação estrutural. Nosso propósito é ampliar o potencial humano por meio da IA”, finaliza.