Por Carina Rodrigues
18 de Junho de 2026 | 09h00
Divulgação
Em um cenário marcado pela inovação, pela flexibilidade e pelo empreendedorismo, as organizações são desafiadas a criar ambientes capazes de atrair, engajar e reter talentos das novas gerações.
As transformações no mundo do trabalho têm levado as empresas a revisitar suas estratégias de gestão de pessoas e comunicação. Em um cenário marcado pela aceleração tecnológica, pela valorização da flexibilidade e pelo fortalecimento da cultura empreendedora, compreender as expectativas das novas gerações tornou-se um diferencial competitivo para as organizações. Mais do que oferecer estabilidade, as marcas são desafiadas a construir ambientes que promovam propósito, desenvolvimento e pertencimento.
Profissionais das gerações mais jovens buscam relações de trabalho pautadas pela transparência, pela autonomia e pelo reconhecimento. Eles desejam enxergar significado em suas atividades, ter espaço para contribuir com ideias e visualizar oportunidades concretas de crescimento. Nesse contexto, a comunicação interna assume um papel estratégico ao aproximar lideranças e equipes, fortalecer a cultura organizacional e criar conexões genuínas entre os objetivos da empresa e as aspirações individuais dos colaboradores.
Ao mesmo tempo, o empreendedorismo tem redefinido a percepção tradicional de carreira. Cada vez mais pessoas enxergam a possibilidade de empreender como um caminho para conquistar independência, liberdade e realização profissional. Essa mudança de mentalidade impõe às organizações o desafio de repensar seus modelos de atração e retenção de talentos, criando experiências que estimulem o protagonismo, a inovação e o senso de dono dentro das próprias estruturas corporativas.
"Quando olhamos para as novas gerações, percebemos uma expectativa maior por protagonismo, participação e equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Mas essa já não é uma demanda exclusiva dos jovens. Uma pesquisa da Randstad mostra que 71% dos brasileiros consideram a flexibilidade um dos fatores mais importantes na escolha de um emprego, evidenciando uma mudança mais ampla na relação das pessoas com o trabalho", conta Elizeo Karkoski, Sócio-fundador e Diretor Executivo da P3K Comunicação.
Nesse novo contexto, a marca empregadora ganha ainda mais relevância. Empresas capazes de comunicar com autenticidade seus valores, compromissos e oportunidades tendem a estabelecer vínculos mais sólidos com seus profissionais. A construção dessa reputação depende não apenas de campanhas externas, mas, sobretudo, da coerência entre discurso e prática, refletida na experiência cotidiana dos empregados e na qualidade das relações estabelecidas no ambiente de trabalho.
Motivar e engajar as novas gerações exige escuta ativa, capacidade de adaptação e disposição para rever modelos tradicionais de liderança. Benefícios financeiros continuam importantes, mas já não são suficientes para garantir lealdade e permanência. O desenvolvimento contínuo, a diversidade de experiências, a saúde das relações interpessoais e a possibilidade de equilibrar objetivos profissionais e pessoais figuram entre os fatores que influenciam a decisão de permanecer em uma organização.
"As organizações que conseguem atrair e reter talentos são aquelas que oferecem desafios relevantes, autonomia para executar e caminhos claros de desenvolvimento. Em outras palavras, criam um ambiente onde as pessoas sentem que podem empreender suas carreiras sem precisar sair da empresa para isso. Uma marca empregadora forte não é aquela que tenta impedir que o colaborador busque novos caminhos. É aquela que cria tantas oportunidades de crescimento que a empresa passa a ser o melhor lugar para essa jornada acontecer.", explica Elizeo.
Como um dos assuntos a ser discutido no evento, o tema "As marcas e as motivações para atrair, motivar, engajar e reter as novas gerações – Os desafios do progresso profissional em tempos de empreendedorismo" é protagonista da mesa 2 do 29º Congresso Mega Brasil de Comunicação, Inovação e Estratégias Corporativas. No palco, teremos as presenças já confirmadas dos executivos Júnior Ribeiro, Gerente de Marketing Institucional e Comunicação Interna da EMS, e Leonardo Berto, Gerente da Operação da Robert Half. A mediação será conduzida por Elizeo Karkoski, Sócio-fundador e Diretor Executivo da P3K Comunicação.