Por Larissa Sugiyama
27 de Julho de 2026 | 12h00
Divulgação
“Uma assessoria de imprensa que não se conecta à estratégia de conteúdo do cliente tende a render bons resultados em buscadores, mas pouca presença nas IAs. Já a otimização voltada apenas para mecanismos generativos, conhecida como GEO, posiciona a marca na resposta, mas sem o respaldo editorial que sustenta a recomendação. Portanto, é necessário integrar tudo isso”, afirma Alex Cabral, Diretor da Modocon Comunicação
A Inteligência Artificial Generativa já faz parte da rotina de 50 milhões de brasileiros, segundo a pesquisa “TIC Domicílios 2025”, do Cetic.br, divulgada em dezembro do ano passado. No ambiente corporativo, essa adoção começou a redesenhar a etapa inicial das compras. Uma pesquisa da Forrester com cerca de 18 mil compradores – divulgada em janeiro deste ano – indica que o “ChatGPT” e outros modelos de linguagem natural passaram a ser a fonte de informação mais relevante em decisões de consideração.
E é nesse contexto que a Modocon, agência boutique de gestão de reputação e narrativas, desenvolveu um método que batizou de “Reputação Generativa”. A proposta organiza a comunicação corporativa em seis camadas integradas: mídia conquistada; conteúdo próprio; autoridade de marca; autoridades de pessoal; otimizações para busca e respostas de IAs; e rastreamento. O objetivo é fortalecer a reputação de empresas – mais ainda no ambiente digital – a partir da construção de narrativas institucional e de marca e distribuição para todos os canais de contato, buscando impactar todo o mercado – do público externo ao interno.
Segundo a agência, o ganho desse formato está no fato de que cada camada alimenta o próximo. Uma matéria publicada em um veículo noticioso gera autoridade para ser considerado pelo Google e o ChatGPT. Por sua vez, um artigo no LinkedIn e conteúdo no blog, quando configurados e indexados com técnicas avançadas de SEO e GEO, ganham maior probabilidade de também figurar nessas plataformas. Por último, o rastreamento verifica se a marca, de fato, passou a ser considerada nas buscas e respostas das IAs.
“Uma assessoria de imprensa que não se conecta à estratégia de conteúdo do cliente tende a render bons resultados em buscadores, mas pouca presença nas IAs. Já a otimização voltada apenas para mecanismos generativos, conhecida como GEO, posiciona a marca na resposta, mas sem o respaldo editorial que sustenta a recomendação. Portanto, é necessário integrar tudo isso”, afirma Alex Cabral, Diretor da Modocon Comunicação.
O Diretor ressalta ainda que o ponto central não é aparecer na IA, mas ter um sistema que produza, tijolo sobre tijolo, narrativas das marcas e empresas que permanecerão ao longo do tempo. “Marcas que têm presença sólida na imprensa, em conteúdo próprio e em motores de busca são consideradas com a versão que escolheram contar de si. Já quem não tem uma gestão de narrativa eficiente é mencionada com a versão que a Internet montou no automático. E isso é um sério risco reputacional”, conclui.