Muito além da senha

Por Carina Rodrigues

28 de Julho de 2026 | 17h00

Divulgação

"A segurança digital não depende apenas da tecnologia, mas também da conscientização das pessoas sobre o que compartilham no ambiente online. O que parece ser apenas uma foto ou um local visitado pode revelar hábitos e informações valiosas para cibercriminosos", alerta Ayumi Takeyama (foto) , estudante de cibersegurança com foco em engenharia de software

A transformação digital ampliou o acesso à informação, aproximou pessoas e tornou a comunicação mais rápida e democrática. Ao mesmo tempo, abriu espaço para novos desafios relacionados à segurança da informação, como golpes virtuais, vazamentos de dados, ataques cibernéticos e a disseminação de desinformação. Em um cenário em que grande parte da vida pessoal e profissional acontece no ambiente online, especialistas defendem que construir um ecossistema digital mais seguro depende tanto da evolução tecnológica quanto da conscientização dos usuários.

O crescimento das redes sociais e das plataformas digitais fez com que bilhões de dados fossem compartilhados diariamente. Informações aparentemente simples, como localização, rotina, fotos e preferências pessoais, passaram a compor um grande banco de dados que pode ser explorado por criminosos virtuais em ataques de engenharia social. Esse tipo de golpe utiliza informações públicas para conquistar a confiança da vítima e obter acesso a dados sensíveis.

Para Ayumi Takeyama, estudante de cibersegurança com foco em engenharia de software, a exposição excessiva de informações é um dos principais desafios da atualidade. "Hoje, com o uso intenso das redes sociais, muitas pessoas acabam expondo informações sem perceber o valor que elas têm para um cibercriminoso. O que parece ser apenas uma foto ou um local visitado pode ajudar a revelar hábitos, rotina e outras informações que podem ser utilizadas em ataques de engenharia social", explica. Segundo ela, a segurança digital depende não apenas de soluções tecnológicas, mas também da conscientização sobre aquilo que é compartilhado no ambiente online.

Além da postura dos usuários, outro fator decisivo é a forma como sistemas e aplicações são desenvolvidos. Especialistas defendem que a segurança precisa fazer parte da concepção dos produtos digitais, reduzindo vulnerabilidades antes mesmo que eles cheguem ao público. Essa abordagem, conhecida como Security by Design, vem ganhando espaço entre empresas que buscam fortalecer a proteção de dados e minimizar riscos.

Ayumi destaca que desenvolver aplicações seguras desde a origem representa uma mudança importante na forma como a tecnologia é construída. "Quando uma aplicação é desenvolvida seguindo princípios como Security by Design, ela já nasce com mecanismos para proteger os dados dos usuários, validar acessos, detectar comportamentos suspeitos e reduzir vulnerabilidades. Isso diminui significativamente as chances de golpes e vazamentos de dados." A estudante acrescenta que recursos como inteligência artificial e monitoramento contínuo também podem contribuir para identificar atividades maliciosas e combater a circulação de conteúdos fraudulentos.

A responsabilidade, porém, não recai apenas sobre os usuários. Empresas de tecnologia e desenvolvedores desempenham papel central na criação de um ambiente digital mais confiável. Com milhões de pessoas utilizando plataformas digitais diariamente, falhas de segurança podem comprometer informações pessoais, gerar prejuízos financeiros e afetar a credibilidade das organizações.

Segundo Ayumi, a segurança precisa deixar de ser encarada como um diferencial competitivo para se tornar um requisito básico. "É responsabilidade das empresas desenvolver soluções seguindo boas práticas de segurança, corrigir vulnerabilidades rapidamente, proteger os dados dos usuários, ser transparente quando ocorrer um incidente e estar em conformidade com legislações como a LGPD." Para ela, as organizações também têm o dever de investir na educação digital de seus usuários, tornando a proteção um compromisso compartilhado.

Enquanto empresas aprimoram seus sistemas, os próprios usuários podem adotar medidas simples capazes de reduzir significativamente os riscos de ataques. O uso de senhas fortes e exclusivas para cada serviço, a autenticação em dois fatores, a atualização constante de dispositivos e a atenção a links e anexos suspeitos continuam sendo algumas das práticas mais eficientes para proteger contas e informações pessoais.

Para profissionais de comunicação, esses cuidados tornam-se ainda mais relevantes. Como trabalham diretamente com informações públicas, redes sociais e relacionamento com diferentes públicos, acabam sendo alvos frequentes de ataques baseados em engenharia social. Ayumi alerta que a exposição excessiva nas plataformas digitais pode facilitar esse tipo de crime. "Quanto menos informações desnecessárias expomos, menor é a superfície de ataque", afirma, reforçando a importância de avaliar cuidadosamente o que é publicado e compartilhado.

Mais do que um desafio tecnológico, a construção de um ambiente digital seguro é uma responsabilidade coletiva. Empresas, desenvolvedores, profissionais da comunicação e usuários compartilham o compromisso de fortalecer a cultura da segurança da informação. Em um mundo cada vez mais conectado, proteger dados, combater a desinformação e promover o uso consciente das tecnologias são medidas essenciais para garantir uma comunicação mais confiável e uma sociedade digital mais segura.

Segurança no ambiente digital é uma realidade cada vez mais presente nas corporações, no mercado e no cotidiano das pessoas. E, como muitos assuntos que estão em alta na atualidade, isso não poderia deixar de estar presente também em uma das mesas de debate da 29ª edição do Congresso Mega Brasil de Comunicação, Inovação e Estratégias Corporativas, que acontecerá nos dias 27 e 28 de agosto, na Unibes Cultural, em São Paulo, e traz como tema central “Reputação, negócios e os desafios na luta por um planeta sustentável”.

E como um dos tópicos a ser discutido no evento, o ambiente digital seguro é protagonista da Arena da Inovação, intitulada “Comunicação e Sociedade: responsabilidades e desafios para um ambiente digital seguro”. No palco, para comentar o assunto, teremos as presenças já confirmadas dos executivos Carla Cavalheiro, Psicóloga Clínica, Coordenadora da equipe de Dependência Tecnológica do PRO-AMITI - Ambulatório dos Transtornos do Impulso do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP; Evandro Luiz Lopes, Diretor Acadêmico de Pesquisa e Pós Stricto da ESPMLawrence Chung Kuo, Professor-doutor em Comunicação, Mestre e Doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC/SP, e Pós-doutorado em Relações Públicas, Propaganda e Turismo, pela ECA/USPLisandrea Colabuono, Delegada do Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad) da Polícia Civil de São Paulo. A mediação estará a cargo de Rosenildo Ferreira, jornalista da 1 Papo Reto e apresentador do programa Momento 50+, na Rádio Mega Brasil Online.

Esse e muitos outros temas que estão em alta no universo da Comunicação Corporativa serão explorados na edição deste ano do Congresso. Até o momento, o evento também tem confirmadas as participações das empresas Aché Laboratórios Farmacêuticos, Gerdau, Toyota, Mosaic, Bites Dados, Ypê, P3K Comunicação, EMS, Robert Half, ESPM, Einstein Hospital Israelita, Instituto de Psiquiatria do HC, SBT, Cooxupé, Unilever, PUC-SP, AXIA Energia, Polícia Civil do Estado de São Paulo, TBWA, Magazine Luiza, Fundação Padre Anchieta, Aberje, Ipsos, Prospectiva, Fato Relevante, Grupo Carrefour Brasil, Volkswagen, WWF Brasil e DALE.

O evento conta com o apoio das empresas Natura, AXIA Energia, DALE, Einstein Hospital Israelita, EMS, Fato Relevante, Gerdau, Grupo Burson, Grupo Carrefour Brasil, P3K Comunicação, Prospectiva, Unilever, Volkswagen e Ypê. O apoio institucional é da Unibes Cultural e da Abracom.

Não dá para perder! Se você ainda não fez a sua inscrição para participar, ainda dá tempo de garantir a sua presença neste evento tão importante para a Comunicação Corporativa. Acesse o nosso site e adquira a sua participação!

Lembrando que estamos no 5º lote de ingressos, que estará disponível pelo valor de R$ 1.575,00 até o dia 31 de julho. Instituições apoiadoras têm 10% de desconto sobre o valor.

Mais informações em nosso site ou pelos nossos canais de atendimento eventos@megabrasil.com.br e (11) 9 8843-0304 ou (11) 9 7852-9239.