Por Carina Rodrigues
27 de Agosto de 2026 | 15h00
Fabio Salles
Da esquerda para a direita: Elizeo Karkoski, Luiz Pereira, Leonardo Berto e Júnior Ribeiro
A relação Comunicação Interna e Relacionamento com os Empregados ocupa cada vez mais espaço e relevância na gestão das empresas e, por conta disso, é um dos temas programados para o 29º Congresso Mega Brasil de Comunicação, Inovação e Estratégias Corporativas. "As marcas e as motivações para atrair, motivar, engajar e reter as novas gerações – Os desafios do progresso profissional em tempos de empreendedorismo" é o título da Mesa de Debates 2, que já tem as presenças confirmadas dos executivos Júnior Ribeiro, Gerente de Marketing Institucional e Comunicação Interna da EMS, Luiz Pereira, gerente sênior global de comunicação da The Mosaic Company e Leonardo Berto, Gerente da Operação da Robert Half. A mediação será conduzida por Elizeo Karkoski, Sócio-fundador e Diretor Executivo da P3K Comunicação.
As diferenças entre gerações no ambiente de trabalho foram o ponto central da Mesa de Debates 2 do 29º Congresso Mega Brasil de Comunicação, Inovação e Estratégias Corporativas. Com o tema “As marcas e as motivações para atrair, motivar, engajar e reter as novas gerações – Os desafios do progresso profissional em tempos de empreendedorismo”, o encontro reuniu Leonardo Berto, gerente da Operação da Robert Half; Júnior Ribeiro, gerente de Marketing Institucional e Comunicação Interna da EMS; e Luiz Pereira, gerente sênior global de Comunicação da The Mosaic Company, com mediação de Elizeo Karkoski, sócio-fundador e diretor executivo da P3K Comunicação.
Ao abordar a convivência entre diferentes gerações, Leonardo Berto destacou que o desafio não está apenas nas características atribuídas a cada grupo, mas também nos diferentes momentos de carreira. “As multigerações representam um desafio porque convivemos com pessoas que tiveram experiências e foram formadas em contextos muito diferentes. A geração Z, por exemplo, já entrou no mercado em um ambiente digital e de grandes transformações, mas isso não significa que ela tenha menos relevância econômica ou profissional”, afirmou. Para ele, compreender essas diferenças é essencial para evitar generalizações. “O que funciona para uma geração não necessariamente funciona para outra, e isso não é um problema da geração. Precisamos entender quais são as prioridades de cada pessoa e em que momento de carreira ela está.”
A necessidade de adaptar a comunicação interna a esse cenário também foi destacada por Júnior Ribeiro. Segundo o executivo, a diversidade geracional já faz parte da realidade da EMS e exige das empresas uma comunicação capaz de considerar diferentes perfis e expectativas. “Temos pessoas de todas as gerações no nosso time e precisamos aprender a lidar com essas diferenças. Essa conversa sobre gerações também precisa aparecer na forma como construímos nossas iniciativas e nos trabalhos que desenvolvemos”, afirmou. Ribeiro ressaltou ainda o papel da liderança nesse processo: “Investimos muito em treinamento das lideranças porque entendemos que o líder é o principal canal de comunicação com as pessoas.”
Luiz Pereira trouxe uma perspectiva semelhante a partir da experiência da Mosaic, reforçando que a liderança e o ambiente oferecido pela empresa são determinantes para integrar profissionais de diferentes gerações. “Na Mosaic, também colocamos a liderança em primeiro lugar quando pensamos em comunicação. Passamos por um processo de aceleração digital em que pessoas que estavam havia seis meses na empresa trabalhavam ao lado de profissionais com 50 anos de casa. O que permitiu essa convivência foi criar um ambiente em que a criatividade pudesse existir e em que as pessoas tivessem espaço para ser quem são e fossem reconhecidas”, contou.
A conversa também passou pelo impacto da inteligência artificial sobre diferentes faixas etárias e pela necessidade de evitar uma visão limitada sobre a relação das novas gerações com o trabalho. Na mediação, Elizeo Karkoski observou que a tecnologia vem atravessando as fronteiras geracionais. “A inteligência artificial está atravessando todas as gerações. Meu pai tem 80 anos e já usa o ChatGPT como um amigo para conversar”, relatou. Ao longo do debate, ficou evidente que o desafio das empresas não é escolher entre gerações, mas criar ambientes capazes de integrar experiências, expectativas e formas diferentes de trabalhar, com comunicação e liderança como pontos de conexão.
Esse e muitos outros temas que estão bombando no universo da Comunicação Corporativa serão explorados na edição deste ano do Congresso. O evento tem confirmadas as participações das empresas Grupo Carrefour Brasil, CNseg, Volkswagen, Aché – Laboratórios Farmacêuticos, WWF Brasil, L’Oréal Brasil, Bites, DALE, 2 Spread Comm, Toyota, Prospectiva, 1 Papo Reto, Indicafix, UOL, Grupo Burson, Ypê, ESPM, Einstein Hospital Israelita, Instituto de Psiquiatria do HC, SBT, Cooxupé, Unilever, PUC-SP, AXIA Energia, Polícia Civil do Estados de São Paulo, RGB, TBWA, Magazine Luiza, Fundação Padre Anchieta, Aberje, Ipsos e Fato Relevante.
O apoio fica por conta das empresas AXIA Energia, DALE, Einstein Hospital Israelita, EMS, Fato Relevante, Gerdau, Grupo Burson, Grupo Carrefour Brasil, Natura, P3K Comunicação, Prospectiva, Unilever, Volkswagen e Ypê. Já o apoio institucional é da Abracom e Unibes Cultural.