Por Carina Rodrigues
08 de Setembro de 2026 | 11h00
Divulgação \ Linkedin
"O aprendizado não muda: imprensa, digital e comunicação interna não são frentes separadas. São uma engrenagem só, e é assim que trato desde sempre. Foi daí que alcunhei o termo #prigital anos atrás e assim sigo pensando comunicação estratégica", conta Carolina Marciale (foto)
Carolina Marciale assume a coordenação de comunicação da Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo (SEDS), onde passa a liderar a assessoria responsável por imprensa, redes sociais e comunicação institucional. A atuação será voltada à comunicação dos programas de assistência social do estado, como SuperAção SP, Bom Prato e Vivaleite.
Com mais de 20 anos de experiência em comunicação institucional, Carolina reúne passagens pelos setores de aviação, energia e varejo, além de quase sete anos dedicados à CUFA, Favela Holding e Data Favela. Na nova função, atuará por meio da InPress Porter Novelli, conduzindo a estratégia de comunicação da secretaria.
Sua experiência contempla relações com a imprensa, comunicação digital e interna, gestão de crises e relações institucionais. Na Loures, foi responsável pela criação do conceito de “Prigital”, que propõe a integração entre relações públicas e estratégia digital desde o início dos projetos. Também conduziu salas de crise em empresas como GOL, Raízen/Shell e Grupo Carrefour Brasil.
Durante sua passagem pela CUFA, Carolina liderou equipes de imprensa, digital e criação com atuação em mais de 5 mil territórios e 79 países. Entre os trabalhos realizados, esteve a comunicação da resposta à pandemia nas favelas, que mobilizou R$ 870 milhões e apoiou 1,5 milhão de famílias, além de iniciativas como Mães da Favela, Expo Favela e Taça das Favelas.
A executiva também participou da resposta às enchentes no Rio Grande do Sul, utilizando dados e relatos dos territórios para orientar a imprensa e apoiar a mobilização em tempo real. Entre outras iniciativas, articulou a Frente Nacional Antirracista, que reúne mais de 600 entidades, e o projeto Favela no Mapa, que contribuiu para levar o termo “favela” ao Censo Demográfico de 2024.
No Data Favela, sua atuação esteve ligada à transformação de pesquisas territoriais em subsídios para decisões de comunicação. “Dado virava briefing de imprensa, argumento institucional e prioridade de pauta. Não ilustrava, orientava”, afirma Carolina. Na secretaria, a proposta é aplicar a mesma lógica à comunicação das políticas públicas de assistência social, usando dados e território como instrumentos para apoiar decisões.
A profissional mantém atualizações pela Aberje e cursa estratégia corporativa pela FGV e gestão pública. Em 2026, foi reconhecida como Executiva de Comunicação do Sudeste, conquistando o primeiro lugar e integrando o Top 5 de São Paulo no Prêmio TOP Mega Brasil. “Agora essa forma de pensar comunicação vai pra dentro de uma política pública que chega a milhões de paulistas”, afirma.