Transparência que vale ouro

Por Carina Rodrigues

14 de Setembro de 2026 | 15h00

Pátio de Sucata em Araçariguama

“A conquista do Selo Ouro pelo quarto ano consecutivo demonstra como a sustentabilidade e a transparência são pilares inegociáveis na nossa estratégia. Seguiremos evoluindo a gestão das nossas emissões de gases de efeito estufa e implementando soluções concretas para acelerar a descarbonização”, afirma Cenira Nunes, gerente geral de Meio Ambiente da Gerdau.

A Gerdau recebeu, pelo quarto ano consecutivo, o Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol, reconhecimento concedido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) às organizações que apresentam o nível mais elevado de transparência e qualificação em seus inventários de emissões de gases de efeito estufa (GEE).

A certificação considera os dados referentes às emissões dos Escopos 1, 2 e 3 e é concedida por meio do Registro Público de Emissões (RPE). A participação no programa é voluntária, e os inventários podem receber os Selos Ouro, Prata ou Bronze, de acordo com o nível de transparência e a completude das informações apresentadas.

No caso da companhia, o inventário de emissões passou por verificação de uma auditoria independente antes de ser submetido à avaliação da equipe do Programa Brasileiro GHG Protocol. O selo tem reconhecimento nacional e internacional e atesta a confiabilidade dos dados apresentados no levantamento.

A empresa utiliza sucata como matéria-prima em parte de sua produção de aço. Cerca de 70% do aço produzido tem origem nesse material, com aproximadamente 10 milhões de toneladas de sucata transformadas anualmente em produtos de aço. Segundo a companhia, sua média de emissões de gases de efeito estufa, medida em CO₂e, corresponde à metade da média global do setor.

A agenda de descarbonização também inclui investimentos em ativos de energia renovável. Recentemente, a Gerdau adquiriu a totalidade da participação acionária na usina hidrelétrica Dona Francisca Energética, no Rio Grande do Sul. A companhia também possui dois parques solares, em Barro Alto (GO) e Arinos (MG), e duas Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) em Mato Grosso.