Por Carina Rodrigues
28 de Setembro de 2026 | 11h00
Divulgação
"Entendemos a cultura e a forma de trabalhar do Brasil, ao mesmo tempo em que estamos inseridos na realidade americana. A demanda já existia, mas faltava transformá-la em uma estratégia clara para o negócio”, afirma Maíne Gurzoni (à esquerda), CBO da Bullet US.
A Bullet amplia sua atuação nos Estados Unidos com foco em empresas brasileiras que buscam entrar ou expandir a presença no mercado americano. A operação passa a concentrar diferentes frentes em um modelo integrado, reunindo estratégia e execução para apoiar marcas na adaptação ao novo mercado.
A proposta é baseada no conceito de one-stop shop, com a Bullet funcionando como um hub local para empresas brasileiras. A operação combina mídia, influência, conteúdo, marketplaces e experiências de acordo com as necessidades de cada marca, reduzindo a necessidade de coordenação entre diferentes fornecedores.
Segundo Maíne Gurzoni, CBO da Bullet US, a experiência com empresas brasileiras no país ajudou a identificar uma oportunidade específica de atuação. “Percebemos que competir com agências americanas por marcas americanas não era onde tínhamos nossa maior vantagem. Existe um espaço relevante entre empresas brasileiras que querem crescer aqui e um mercado que exige conhecimento local”, afirma.
A operação americana foi organizada em três frentes: Strategy & Growth, Content & Creators e Experiences & Production. Os times nos Estados Unidos permanecem conectados às equipes estratégica e criativa no Brasil, com a proposta de atuar como uma extensão local das marcas e adaptar o repertório brasileiro às características do consumidor americano.
O modelo já foi aplicado em projetos para empresas como Meta, Spotify, Forno de Minas, Natura, Itaú, JBS USA e Chiquita. Entre os trabalhos está a campanha “Friendsgiving”, da Forno de Minas, que aproveitou o Thanksgiving para aproximar o pão de queijo do público americano e reuniu influenciadores brasileiros residentes nos Estados Unidos, ultrapassando 2 milhões de visualizações.
Para a Natura, a operação realizou ativações em Miami e Nova York, utilizando elementos da identidade brasileira da marca para estabelecer diálogo principalmente com consumidores americanos. O novo direcionamento também resultou na conquista da conta da Flowever, marca de suplementos de longevidade cofundada pela nutricionista Daniela Cyrulin.
A Bullet afirma que a estratégia não busca simplesmente replicar campanhas brasileiras nos Estados Unidos, mas identificar quais elementos da origem de cada marca podem ser adaptados ao novo mercado. “Ser brasileiro, por si só, não é a solução. O diferencial está em saber traduzir a cultura, o produto e a proposta de uma marca para que façam sentido para o consumidor americano”, afirma Fernando Figueiredo, CEO da Bullet.