O nanismo em destaque

Rosa Buccino comanda mais um Inclusive

19 de Outubro de 2026 | 12h00

Juliana Yamin (foto) e Izabela dos Santos Ganzer (foto) são as convidadas do programa Inclusive.

O nanismo é uma alteração genética que dificulta o crescimento e a formação adequada dos ossos, onde a pessoa apresenta características como baixa estatura, mãos pequenas e largas, e pernas e braços mais curtos. O tipo mais comum de nanismo é a acondroplasia, cujo diagnóstico pode ser feito durante a gestação pelo obstetra ou pelo pediatra logo após o nascimento. Nesta edição do Programa Inclusive, as entrevistadas Juliana Yamin e Izabela dos Santos Ganzer trazem suas respectivas vivências e ajudam a ampliar as reflexões sobre o nanismo. Um assunto de absoluta relevância quando se trata de diversidade e inclusão social da pessoa com nanismo. Também detalham sobre o 9º Encontro Nacional do Instituto Nacional de Nanismo (INN), um evento que já é tradição para milhares de famílias brasileiras que convivem com o nanismo, que irá acontecer de 16 a 18 de outubro, famílias de todo o Brasil vão se reunir à beira-mar, no Tauá Resort em João Pessoa, Paraíba. Em 2025, no Tauá de Alexânia (GO), o encontro reuniu mais de 280 pessoas de 19 estados. O lema de 2026 será Um tempo para olhar nos olhos. “É preciso tirar as famílias das redes sociais e colocá-las frente a frente! Há mais de 10 anos começamos um movimento na internet, o Somos Todos Gigantes, para falar de nanismo. Nesta década nos tornamos família e hoje somos milhares", diz Juliana Yamin que está a frente dos movimentos Nanismo Brasil (dedicado aos adultos) e Displasia Diastrófica (voltado a um tipo raríssimo de displasia óssea). Por compreender que tem muito a contribuir para que a sociedade entenda o que é o nanismo, Juliana Yamin escreveu o livro "Na Altura do Coração" (Way Unity), onde propõe um letramento cultural que vai além das leis. “Boa parte de crianças com nanismo nasce sem qualquer histórico genético dos pais, ou seja, qualquer família pode receber esse diagnóstico e, como aconteceu comigo na gestação de meu filho Gabriel (uma pessoa com nanismo), podem desconhecer os detalhes dessa deficiência”, observa Yamin. *Saiba mais sobre o nanismo: A condição que causa baixa estatura (geralmente até 1,45m em homens e 1,40m em mulheres) engloba mais de 750 tipos de displasias ósseas e é reconhecida legalmente como deficiência física no Brasil desde 2004. O tipo mais comum é a acondroplasia que tem incidência de 1 a cada 25 mil nascidos. Nestes casos, mais de 80% ocorrem em famílias onde não há nenhum outro caso. **Sobre o INN: Fundado em 2020 a partir do movimento #somosTODOSgigantes, é a principal organização da sociedade civil brasileira voltada à comunidade com nanismo, atuando em acolhimento, conscientização, políticas públicas e advocacy por tratamentos no SUS. Hoje, engloba três movimentos: Somos Todos Gigantes (crianças com nanismo e suas famílias), Nanismo Brasil (adultos com nanismo) e Displasia Diastrófica (para um tipo raro e específico da condição). ***O livro “Na Altura do Coração” pode ser adquirido pela Amazon e Mercado Livre (online).