Uma Mega parceria

Por Daniele Ribeiro

16 de Outubro de 2026 | 09h00

Divulgação / Atrevia

Com o tema “Da IA à influência: tecnologia a serviço da liderança reputacional”, o encontro reuniu lideranças empresariais, representantes institucionais e especialistas em estratégia para discutir os desafios e as transformações da Comunicação, do Marketing e dos assuntos públicos em um cenário de rápidas mudanças tecnológicas e geopolíticas

A Mega Brasil Comunicação foi media partner do VI Congresso Iberoamericano de Marketing, Comunicação e Assuntos Públicos, promovido pela Atrevia, que aconteceu nos dias 5 e 6 de outubro, em Madrid, na Espanha. Com o tema “Da IA à influência: tecnologia a serviço da liderança reputacional”, o encontro reuniu lideranças empresariais, representantes institucionais e especialistas em estratégia para discutir os desafios e as transformações da Comunicação, do Marketing e dos Assuntos Públicos em um cenário de rápidas mudanças tecnológicas e geopolíticas.

A programação foi dividida em dois dias, com atividades em diferentes espaços. No dia 5 de outubro, no CaixaForum Madrid, o Congresso promoveu debates sobre tendências e estratégias para os negócios, com temas como gestão da reputação em ambientes hostis, polarização e inteligência artificial generativa, liderança corporativa, confiança, comunicação interna, influência digital e mensuração de resultados. Já no dia 6, na sede da Atrevia Madrid, a agenda foi dedicada a workshops de inovação, com discussões práticas sobre gestão de crises e viralidade, geoestratégia empresarial, tendências em inteligência artificial e proteção dos ativos intangíveis das organizações, incluindo reputação e sustentabilidade.

A edição de 2026 reuniu mais de mil participantes presenciais e online, 78 palestrantes nacionais e internacionais e 22 blocos temáticos, além de registrar mais de 16 mil interações. A iniciativa buscou ampliar o intercâmbio de experiências e conhecimentos entre Europa e América Latina, aproximando profissionais e organizações que enfrentam desafios comuns, como a desinformação, a polarização, a transformação digital e a necessidade de fortalecer a confiança entre empresas e sociedade.

Para Nuria Vilanova Giralt, fundadora da Atrevia, a aproximação entre as duas regiões têm importância estratégica diante do atual cenário internacional. “No cenário geopolítico atual, Europa e América Latina têm muito a ganhar se forem capazes de somar fortalezas, e a Espanha está chamada a ocupar uma posição privilegiada para exercer de ponte entre ambas as regiões”, afirmou. Segundo ela, é necessário transformar os vínculos históricos e culturais existentes em mais relações empresariais, investimentos, conhecimento e oportunidades compartilhadas.

A inteligência artificial também ocupou lugar central nas discussões do Congresso, especialmente pelos impactos sobre a reputação das organizações. A tecnologia amplia as possibilidades de monitoramento de conversas, análise de dados e identificação antecipada de riscos, mas também pode acelerar a disseminação de informações falsas e desencadear crises reputacionais. Nesse contexto, a preparação dos profissionais de comunicação exige o desenvolvimento de competências tecnológicas e analíticas, sem deixar de lado o pensamento crítico, a ética, o conhecimento do contexto e a capacidade de decisão.

“A IA avança a uma velocidade extraordinária e nos coloca diante de um paradoxo: pode multiplicar a desinformação, os conteúdos falsos e as crises reputacionais, mas também nos proporciona uma capacidade inédita para escutar, analisar milhões de conversas, detectar riscos e nos antecipar antes que uma ameaça se transforme em crise”, destacou Nuria. Para a executiva, além de incorporar competências em inteligência artificial, dados e análise de narrativas, as organizações precisam estabelecer regras claras para o uso da tecnologia, definindo ferramentas, dados utilizados e situações que exigem supervisão humana.

A fundadora da Atrevia ressaltou ainda que a tecnologia, por si só, não é suficiente para proteger a reputação das marcas. “O pensamento crítico, o conhecimento do contexto, o critério, a ética e a capacidade de tomar decisões são hoje e serão sempre ainda mais importantes”, afirmou. Nesse cenário, o desafio é utilizar a inteligência artificial para ampliar a capacidade de antecipação e proteger a confiança, um dos ativos mais importantes das organizações.